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    Trabalho imprescindível


    Conheça o trabalho de investigadores da Polícia Civil do Amazonas

    O trabalho de um investigador começa quando a Polícia Civil instaura um inquérito para apurar o autor de uma prática criminosa

     

    | Foto: Tarcísio Heden/SSP-AM

    Manaus (AM) - Solucionar casos, identificar e prender autores de crimes, e obter respostas em meio a um emaranhado de dúvidas que permeiam delitos. Essas são algumas das funções desempenhadas por um investigador de polícia, atuação considerada imprescindível para promover justiça na sociedade.

    O trabalho de um investigador começa quando a Polícia Civil instaura um inquérito para apurar o autor de uma prática criminosa. A partir deste momento, o investigador fica responsável por apurar indícios e conseguir provas que apontem a maneira como e quem praticou o crime.

    Além de atuar em inspeções e operações policiais, o investigador interroga testemunhas e cumpre mandados de prisão, de busca e apreensão. O trabalho requer horas ininterruptas de dedicação, além de técnicas, análises e apurações para solucionar casos simples até os mais complexos.

    Para o investigador César Cunha, que atua na Polícia Civil do município de Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus) há dez anos, a seriedade ao lidar com um caso é o que determina os rumos de uma investigação.

    “Costumo dizer que o trabalho do investigador é meticuloso e cirúrgico. Uma investigação bem feita terá bons frutos, quando se deixa passar pontos importantes, a investigação se torna frágil, todo o trabalho feito e provas colhidas serão anulados futuramente”, explica.

     

    | Foto: Tarcísio Heden/SSP-AM

    De acordo com o investigador, não foi apenas o tino policial que o instigou a escolher essa carreira, uma vez esse sonho nasceu nele na época de menino.

    “Desde criança tive o sonho de entrar para a polícia. Por ter pai e irmão policial, sempre tive grande admiração e carinho por essa profissão que é difícil, mas que escolhi para fazer parte da minha vida”, garantiu César Cunha.

    Segundo o investigador Ralf Kanitz, que há 19 anos exerce a profissão, é preciso ter bons princípios éticos, um bom raciocínio lógico, além de paixão pela atividade.

    “Nas brincadeiras de criança eu sempre era o policial, sempre foi um sonho. Então hoje em dia eu vivo isso, é possível, basta querer e buscar”, contou.

    Aprovação em concurso 

    Ralf Kanitz esclarece que, para exercer qualquer cargo dentro da Polícia Civil, é preciso ser aprovado em concurso público para depois, fazer um curso de formação interno. Essa regra também se aplica, é claro, para quem deseja se tornar investigador.

    No entanto, para efetivar a inscrição, o candidato deve atender a alguns requisitos básicos, como: ter carteira de habilitação com categoria B; não ter pendências com as obrigações militares (para candidatos do gênero masculino); demonstrar aptidão física e mental e possuir curso superior completo.

     

    | Foto: Tarcísio Heden/SSP-AM

    Formação necessária 

    A única exigência é o diploma superior completo, não havendo especificação para o curso. Ou seja, qualquer área do conhecimento é aceita na Polícia Civil para o cargo de investigador.

    Ainda assim, é recomendável a formação em cursos que ajudem no exercício da carreira. Nesta área, os mais requisitados são: Direito, Psicologia e Educação Física. Importante frisar também que cursos de pós-graduação, doutorado e mestrado podem fazer diferença na remuneração.

    Valor salarial

    O estado do Amazonas tem um dos melhores salários do país para a carreira policial. A remuneração inicial de um investigador da PC-AM é de R$ 7 mil, podendo chegar até R$ 20 mil dependendo da classe.

    *Com informações da assessoria

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