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    Confessou o crime


    Pistoleiro diz que recebeu R$ 65 mil para matar sargento Lucas Ramon

    Silas confessou que recebeu o dinheiro para matar o sargento, mas afirma que não sabia quem era a vítima

     

    | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - R$ 65 mil. Esse foi o valor que Silas Ferreira da Silva, de 26 anos, recebeu para matar o sargento do Exército Brasileiro Lucas Ramon Guimarães, de 29 anos, no dia 1º de  setembro deste ano, na avenida Ayrão, bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus. A informação foi repassada pelo delegado Ricardo Cunha nesta terça-feira (23).

    Silas, conforme Ricardo Cunha, que é titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), confessou a autoria do crime e o recebimento do dinheiro, que teria sido gasto com drogas e festas.

    O pistoleiro permaneceu na capital amazonense gastando o dinheiro, porque contava com a proteção de uma facção criminosa, da qual faz parte. 

    "O pagamento, segundo ele, foi feito horas antes da execução do crime, em espécie. Após receber o dinheiro, ele começou a preparação do assassinato", disse o delegado. 

    Todo o material utilizado por Silas no crime foi cedido por uma terceira pessoa, que não teve a identidade revelada. A polícia não informou se seria  Joabson Agostinho Gomes, dono do supermercado Vitória, que é apontado como mandante do assassinato.

    "A moto, a roupa e a arma foram entregues a ele por uma terceira pessoa. Depois do crime, todo o material foi devolvido, ele não ficou com nada. Ele não sabe o destino que foi dado a esse material", comenta Ricardo Cunha. 

    Prisão 

    A prisão ocorreu por volta de 19h30, no bairro Colônia Antônio Aleixo, zona Leste da capital. Silas estava escondido, segundo a polícia, na casa da mãe. Agora, a polícia dá seguimento às investigações.

    "Ele vai ficar em prisão temporária por 30 dias. Confessou que foi pago e vamos seguir para investigar os mandantes. Ele também afirma que não sabia que a vítima era uma pessoa de família conhecida na cidade e não achava que se tratava de um militar das forças armadas", afirma o delegado. 

    Ainda segundo a DEHS, Silas teria outras passagens pela polícia e teria rompido a tornozeleira eletrônica, para cometer o crime. Ele deixou a prisão no dia 5 de agosto.

    Veja o vídeo do momento que o pistoleiro deixa a DEHS para fazer exame de corpo e delito 

    Capa do Vídeo
    | Autor: Carlos Araújo
     

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