Fonte: OpenWeather

    Ação na Foz do Rio Uatumã


    Tripulação confundiu lancha da Marinha com piratas no AM, diz empresa

    Os tripulantes atiraram contra a lancha da Marinha na madrugada do último domingo (21). Um militar morreu

     

    O militar morreu na troca de tiros
    O militar morreu na troca de tiros | Foto: Reprodução

    Manaus  (AM) - A morte do militar da Marinha do Brasil, Lenivaldo Souza Filho, de 42 anos, no último domingo (21), na Foz do Rio Uatumã, ganhou mais um capítulo. A empresa Waldemiro P Lustoza e Cia Ltda, proprietária da embarcação que disparou contra a lancha da MB, se pronunciou e afirmou que os tripulantes acreditavam ser um ataque de piratas. 

      Em nota, a empresa afirmou que pensou que a aproximação da embarcação da MB seria uma ação criminosa de piratas, que são muito frequentes no rio Amazonas. Os tripulantes do empurrador/balsa Waldemiro Lustoza V atiraram contra a lancha e para se defender, a Marinha devolveu os tiros. Na troca de tiros, um militar morreu e outro ficou ferido. Da outra embarcação, três pessoas ficaram feridas.  

    O empurrador ainda afirmou que questionou "a identidade da embarcação que se aproximava de forma suspeita e, diante da ausência de respostas, a equipe de vigilância do barco Waldomiro Lustoza V disparou um tiro de advertência para alertar e afastar "os desconhecidos". 

    Como resposta ao tiro de advertência, os tripulantes da Marinha dispararam contra a embarcação, acreditando também que seriam piratas, pela forma como foram recebidos. 

    Na nota,  Waldemiro Lustoza V afirma que lamenta a morte do militar e presta as condolências aos familiares e amigos da vítima do "mal entendido". 

    Confira a nota na íntegra: 

    Diante dos fatos ocorridos a empresa Waldemiro P Lustoza e Cia Ltda, vem a público esclarecer os seguintes fatos:

    1 – Na região da ocorrência são frequentes as abordagens e assaltos realizados pelos “piratas do rio” e o transporte de cargas e produtos naquele local somente é possível com o acompanhamento de vigilância armada para preservar a segurança e a integridade dos profissionais e mercadorias;

    2 – Em esclarecimento aos órgãos de segurança, a tripulação do empurrador Waldemiro Lustoza V, que conduzia o comboio de balsas na madrugada da ocorrência, afirmou que viu uma embarcação pequena, e não identificada, se aproximando de seu barco em atitude semelhante a uma abordagem;

    3 – De forma oral, a tripulação do empurrador questionou a identidade da embarcação que se aproximava de forma suspeita e, diante da ausência de respostas, a equipe de vigilância do barco Waldomiro Lustoza V disparou um tiro de advertência para alertar e afastar os desconhecidos;

    4 – Como resposta, receberam tiros em sua direção reforçando o temor inicial que se tratava de um ataque de piratas;

    5 – A empresa Waldemiro P Lustoza e Cia Ltda destaca que o empurrador Waldemiro Lustoza V, assim como seus tripulantes, estão com a documentação em conformidade com as normas vigentes nos órgãos de fiscalização e controle da atividade;

    6 – A empresa também esclarece que segue acompanhando e colaborando de forma transparente e irrestrita com os órgãos competentes para apuração, investigação e elucidação da ocorrência;

    7 – É fundamental salientar que lamentamos a morte do oficial militar e aqui externamos as mais sinceras condolências à família e amigos. Além disso, seguimos em vigília, acompanhando de maneira exemplar, a plena recuperação dos demais envolvidos.

    Relembre o caso

    O suboficial da Marinha, Lenivaldo Souza Filho, de 42 anos, morreu durante o tiroteio no rio Amazonas, na madrugada de domingo (21). O militar estava participando de uma operação, após inúmeras denúncias de ataques piratas e abordaram a balsa/empurrador da empresa Waldemiro P Lustoza e Cia Ltda, para uma inspeção. No entanto, foram recebidos a tiros. 

      Segundo informações, a equipe estava em uma lancha identificada, quando foi abordar a embarcação. Os militares foram recebidos a tiros e revidaram. Neste momento, os disparos atingiram o suboficial e outros quatro militares.  

    Em nota, a Marinha do Brasil confirmou a morte do militar e deu detalhes do estado de saúde de um dos oficiais, que também foi atingido na operação. O ferido foi encaminhado para o Hospital Municipal de Parintins e passou por cirurgia na unidade de saúde. Ele passa bem e já está fora de perigo. Das pessoas que estavam no empurrador Waldemiro Lustoza V, três ficaram feridas, nenhuma em estado grave.

    A MB ainda demonstrou apoio e se solidarizou com os familiares e amigos do militar que perdeu a vida durante a operação, e garantiu que dará assistência à família. 

    "A MB se solidariza com familiares e entes próximos ao militar que morreue está prestando toda a assistência necessária. Um inquérito policial militar foi aberto para a apuração do ocorrido", concluiu a nota.

    Leia mais: 

    Militar da Marinha morre durante operação no rio Amazonas

    Militar ferido em troca de tiros no Amazonas passa bem, afirma Marinha

    Vídeo: Marinha do Brasil intensifica fiscalizações de embarcações