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    Crime brutal


    Por ciúmes, homem coloca fogo na esposa e vai preso em São Paulo

    Durante a briga, o homem agrediu a esposa e ateou fogo em seu corpo. Após o crime, ele tentou abandoná-la na estrada

     

    A PM foi acionada e a mulher foi localizada na rodovia com lesões no rosto e com a parte superior do corpo em chamas
    A PM foi acionada e a mulher foi localizada na rodovia com lesões no rosto e com a parte superior do corpo em chamas | Foto: Reprodução

    São Paulo (SP) - Uma mulher identificada como Yara, de 31 anos, foi incendiada pelo próprio marido por conta de ciúmes. O marido foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio. O caso aconteceu em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, na noite deste domingo (11).

    Segundo a Polícia Militar, o marido da vítima, de 37 anos, teria discutido com ela por ciúmes.

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    Ele acreditava que a esposa o estaria traindo, eles têm um filho de quatro anos. Durante a briga, o homem agrediu a esposa e ateou fogo no corpo dele e tentou abandoná-la na estrada. Nossos policiais foram acionados e a encontraram na rodovia com lesões no rosto e com a parte superior do corpo em chamas. Ela relatou que o agressor era seu marido e que ele havia fugido com seu carro. "

    Delegado, Polícia Militar

     

    As equipes da polícia foram em busca do suspeito e o localizaram em outro município. Quando questionado, o homem afirmou que estava à procura da esposa. Ele relatou que eles haviam se desentendido. O homem foi preso em flagrante e o seu celular apreendido. 

    Yara foi socorrida com lesões no rosto, traumatismo craniano, fratura na costela e queimaduras no tórax e na face.

      Ela foi encaminhada ao hospital Geral Vila Penteado, onde permanece internada e intubada. O caso foi registrado como tentativa de feminicídio o na Delegacia de Franco da Rocha.  

    Como pedir ajuda em caso de violência doméstica

    Lei Maria da Penha

    A Lei Maria da Penha já ajudou muitas mulheres em casos de violência doméstica. Infelizmente a violência doméstica ainda é uma realidade no país e os casos de feminicídio não param de crescer. Se você for vítima ou conhecer alguém que precisa de ajuda, veja como denunciar e buscar acolhimento:

    Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher

    As delegacias especializadas são uma das mais importantes portas de entrada das denúncias de agressão. A Lei Maria da Penha estabelece que, após o Boletim de Ocorrência (B.O.), o caso seja remetido ao juiz em, no máximo, 48 horas. A Justiça também tem 48 horas para analisar e julgar a concessão das medidas protetivas de urgência.

    PM – Disque 190

    Quando não há uma delegacia especializada para esse atendimento, a vítima pode procurar uma delegacia comum, onde deverá ter prioridade no atendimento. Ou pode pedir ajuda por meio do telefone 190. Nesse caso, uma viatura da Polícia Militar é enviada até o local.

    Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher

    Outro canal de entrada de denúncias é a central telefônica Disque-Denúncia, criada pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país.

    Defensoria Pública

    A Defensoria Pública é uma instituição que presta assistência jurídica gratuita às pessoas que não podem pagar um advogado. Qualquer pessoa que possa comprovar que não tem condições de pagar um advogado particular, tem direito de ser atendido.Em casos mais graves de violência doméstica, a Defensoria Pública pode auxiliar a vítima pedindo uma medida protetiva a um juiz ou juíza. Estas são medidas de urgência para proteger mulheres vítimas desse crime.

    Casas da Mulher Brasileira

    Elas foram criadas para facilitar o acesso das vítimas de violência aos serviços especializados. Lá, funcionam delegacia, juizado, Ministério Público e Defensoria Pública, além de equipes multidisciplinares especializadas em garantir o acolhimento de mulheres em condições e possibilitar que exames e denúncias ocorram sem revitimização.

    Centros Especializados de Atendimento À Mulher – CEAM

    Ofertam o acolhimento e acompanhamento interdisciplinar (social, psicológico, pedagógico e de orientação jurídica) às mulheres em situação de violência. As atividades são oferecidas para promover e assegurar o fortalecimento da sua autoestima e autonomia, o resgate da cidadania e a prevenção, interrupção e superação das situações de violações de direitos.

    Casas-Abrigo

    São locais que oferecem moradia protegida e atendimento integral a mulheres em risco de morte iminente em razão da violência doméstica. É um serviço de caráter sigiloso e temporário, no qual as usuárias permanecem por um período determinado.


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