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    Justiça


    Subprocurador pede afastamento de ministro do Meio Ambiente

    O subprocurador Lucas Rocha Furtado cita queixa-crime em que o ministro Ricardo Salles é acusado de favorecer madeireiros ilegais

     

    Furtado utilizou como base uma queixa-crime assinada pelo ex-superintendente da Polícia Federal no AM, na qual ele acusa o titular da pasta de favorecer madeireiros ilegais
    Furtado utilizou como base uma queixa-crime assinada pelo ex-superintendente da Polícia Federal no AM, na qual ele acusa o titular da pasta de favorecer madeireiros ilegais | Foto: Divulgação

    O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, representante do Ministério Público Federal (MPF) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), entrou com um pedido de medida cautelar na Corte de contas em que determina à Casa Civil o afastamento temporário de Ricardo Salles do Ministério do Ambiente. Furtado cita conflitos de interesses de Salles como titular da pasta. Ele nega irregularidades.

    "A atuação do ministro do Meio Ambiente, na sequência dos acontecimentos, revela um total descolamento das atribuições do cargo que exerce, que deveria se pautar pela defesa do meio ambiente e pela fiscalização de atividades ilegais que resultam em dano ao patrimônio ambiental brasileiro", afirma o subprocurador no pedido.

    No pedido, Furtado utilizou como base uma queixa-crime assinada pelo ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Saraiva, na qual ele acusa o titular da pasta e o senador Telmário Mota (PROS-RR) favorecerem madeireiros ilegais. A queixa, endereçada ao Supremo Tribunal Federal (STF), é baseada na Operação Handroanthus, deflagrada no final de 2020, que apreendeu 200 mil metros cúbicos de madeira com valor estimado em R$ 130 milhões.

    Nesta 5ª feira (15.abr), o delegado foi demitido do cargo de chefia da Polícia Federal, um dia após entrar com a queixa-crime.

    Não cabe ao TCU fiscalizar a atuação de senadores, e Telmário Mota será investigado pelo STF, conforme estabelecido na notícia-crime assinada por Alexandre Saraiva. Em nota, o parlamentar rebateu as acusações feitas pelo delegado e o chamou de covarde e xiita e diz que está convicto que o MPF arquivará a ação.

    "O delegado xiita, Alexandre Saraiva, mais uma vez busca os holofotes com uma notícia-crime patética, sem fundamento e elaborada apenas para ganhar espaço na mídia e nas redes sociais. A verdade é que, o delegado é um covarde que pratica autoritarismo e não tem coragem de debater com o Ministério do Meio Ambiente e da Justiça, um protocolo para regulamentar o setor madeireiro."

    *Com informações do SBT Notícias 

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