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    Recapturado


    Polícia prende no RJ um dos maiores traficantes de armas do mundo

    João Filipe Barbieri é enteado de Frederick Barbieri, considerado o "Senhor das Armas" e que está preso nos EUA

     

    João Filipe saiu da cadeia com uma alvará falso
    João Filipe saiu da cadeia com uma alvará falso | Foto: Divulgação

    A Divisão de Capturas da Polícia Interestadual (Polinter) prendeu na manhã desta quarta-feira (21) João Filipe Barbieri, que saiu da cadeia com um alvará falso descoberto em fevereiro deste ano. Ele é considerado um dos maiores traficantes de armas do mundo. 

    Barbieri foi preso na favela do Jacaré, em Piratininga, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, e foi levado para a Cidade da Polícia, na Zona Norte do Rio.

      “É um trabalho em conjunto com a Seap que a gente finaliza no dia de hoje. Todos os envolvidos na montagem do esquema e os beneficiários desse esquema foram presos”, disse o diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE) da Polícia Civil, Felipe Curi, em coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta (21), na Cidade da Polícia.  

    Dívida

    O delegado Mauro César, da Polinter, que participou da captura, detalhou os últimos passos do traficante de armas até ser preso nesta manhã.  "O João Filipe foi para São Paulo, passou por Minas Gerais e Espírito Santo. Essa volta dele para o Rio de Janeiro foi para tentar receber uma quantia (calcula-se pelo menos R$ 500 mil) que os traficantes ainda estavam lhe devendo de negociações passadas“, explicou o delegado Mauro César. João Filipe Barbieri usou um alvará de soltura falso para deixar o presídio de Bangu, onde estava preso desde 2017, condenado a 27 anos de prisão por associação para o tráfico e tráfico internacional de armas.

    Ele é enteado de Frederick Barbieri, considerado o "Senhor das Armas" e que está preso nos Estados Unidos.

    Frederick Barbieri foi condenado a mais de 12 anos de prisão nos Estados Unidos, depois de fazer um acordo com a Justiça americana e no qual confessou o envio de quase 1000 fuzis para o Brasil entre 2014 e 2017.

    As investigações da Polícia Civil carioca, no entanto, indicam que esse número de armas trazidas pelo esquema é, pelo menos, duas vezes maior, com mais de 2000 fuzis e mais de 300 mil munições.

    O preço dessas armas de guerra saltou durante a pandemia. Hoje, um fuzil que custava R$ 50, 60 mil, chega a valer R$ 120 mil no mercado clandestino.


    * Com informações do G1


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