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    Decisão


    MP denuncia três mulheres por morte de menina de 6 anos

    As responsáveis pela morte da criança são Gilmara Oliveira de Farias, mãe da criança; Brena Luane Barbosa Nunes, namorada de Gilmara; e Rosangela Nunes, mãe de Brena

     

    A denúncia afirma que Gilmara e Brena atuaram conjuntamente em uma sessão de socos, chutes, arremessos contra a parede
    A denúncia afirma que Gilmara e Brena atuaram conjuntamente em uma sessão de socos, chutes, arremessos contra a parede | Foto: Divulgação

    O Ministério Público do Rio (MP-RJ) decidiu denunciar três mulheres pelo homicídio triplamente qualificado de Ketelen Vitoria Oliveira da Rocha, de 6 anos. A menina morreu no último sábado (24), após cinco dias internada em virtude de agressões sofridas ao longo do fim de semana anterior.

    Para a Promotoria de Justiça de Porto Real/Quatis, as responsáveis pelo crime são Gilmara Oliveira de Farias, mãe da criança; Brena Luane Barbosa Nunes, namorada de Gilmara; e Rosangela Nunes, mãe de Brena, que foi presa nesta quarta-feira, enquanto as outras duas mulheres já estavam atrás das grades desde a segunda-feira em que a vítima deu entrada no hospital em estado grave.

    A família vivia junta há cerca de 1 ano em uma casa em Porto Real, no Sul Fluminense.

     

    A denúncia afirma que Gilmara e Brena atuaram conjuntamente em uma sessão de socos, chutes, arremessos contra a parede, pisões e golpes com chicote contra a menina, que chegou a ser jogada de um barranco com aproximadamente 7 metros de altura.

    Já Rosangela, dona do imóvel onde ocorreu a violência, contribuiu "eficazmente para o crime", no entender do MP, "já que se omitiu quando deveria agir contra as agressões". Inicialmente, a 100ª DP (Porto Real) não havia indiciado Rosangela pela morte de Ketelen.

    As três mulheres foram enquadradas no crime de homicídio triplamente qualificado. Para os promotores, o assassinato foi cometido por motivo fútil, "pois as agressões foram iniciadas apenas porque Ketelen teria bebido leite sem autorização"; por meio de tortura, "uma vez que as denunciadas provocaram intenso sofrimento físico e psicológico à menor"; e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, "que no momento dos fatos encontrava-se subjugada pelo poder materno e trancada em um quarto" - como destaca o MP-RJ.

    *Com informações do Extra

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