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    Crueldade


    Mãe é indiciada por arrancar unhas de menina de 3 anos; veja

    Além de ter as unhas arrancadas, a menina precisou retirar 40% do intestino por conta de lesões

     

     

    A lesão interna foi provocada por uma pancada na barriga da vítima
    A lesão interna foi provocada por uma pancada na barriga da vítima | Foto: Divulgação

    Durante a pandemia, os casos de maus-tratos contra crianças têm sido bastante frequentes. Em todo o Brasil, casos como o do menino Henry Borel -morto após agressões- geram revolta e questionam a proteção dos familiares dos menores. 

    Uma menina de 3 anos foi levada pela mãe ao hospital. O que seria apenas um exame se tornou prova principal de um crime cruel.  A criança apresentava duas unhas arrancadas, vários ferimentos e teve que passar por uma cirurgia de emergência para retirada de cerca de 40% do intestinos, que estava lesionado.

    O caso aconteceu em Goiânia.  Segundo versão contada, a pequena havia caído de bicicleta. No entanto, os sinais de maus-tratos fizeram os médicos da unidade acionarem o Conselho Tutelar. A mulher foi indiciada pelo crime de tortura qualificada por lesão grave, na manhã dessa sexta-feira (21). 

    De acordo com a delegada responsável pelo caso, Marcella Orçai, que informou ao G1, a lesão interna foi provocada por uma pancada na barriga da vítima.

      “A perícia afirmou que o trauma no órgão foi causada por uma contusão, ou seja, um chute ou soco, uma batida mais forte, que rompeu as veias da barriga da crianças. Há indícios de que foi essa própria mãe que também tirou essas unhas da menina”  

    A mãe negou que torturava a criança e disse que apenas a corrigia quando ela se negava a comer. Porém, conforme a delegada, a versão apresentada pela mulher não condiz com os resultados dos exames.

    A mãe, que é dona de casa e não teve o nome revelado, tem 25 anos e está grávida. De acordo com a investigação, o padrasto chegou a ser considerado um dos suspeitos das agressões, mas não tem relação com o crime.

    Caso seja condenada, ela pode pegar de 4 a 10 anos de prisão. Como não houve flagrante, ela não foi presa.

    Como medida protetiva, a menina foi retirada da casa da mãe e está sob os cuidados da avó materna desde o dia 16, quando recebeu alta do hospital.

    A reportagem não localizou contato da mãe e do padrasto ou da defesa deles para se manifestarem. Os nomes não foram divulgados para preservar a menina, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

    Bebê perde rim

    Um bebê que teria sido espancado pelo próprio pai em São Fidelis, na Região Norte Fluminense do Rio, perdeu o rim direito. Os pais do bebê foram presos.

    Segundo a equipe responsável pelo atendimento médico, o bebê chegou a unidade com diversas lesões, como afundamento de crânio, fratura de costelas e mordidas pelo corpo, inclusive em estágios diversos de evolução, o que, segundo a polícia, tende a caracterizar a denominada síndrome de Silverman, ou síndrome da criança espancada.

    De acordo com a Polícia Civil, o próprio pai de 20 anos confessou ter agredido o filho durante depoimento, e disse que o fez porque a criança estava chorando demais. O casal foi conduzido, inicialmente, à 141ª DP em São Fidélis, após a equipe médica do hospital ter constatado lesões corporais visíveis e recentes, mas foram encaminhados para a central de flagrantes na 134ª DP em Campos.

    *Metrópoles

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