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    Tortura


    Jairinho é indiciado por tortura de mais uma criança

    Em março de 2015, garoto fraturou o fêmur após ter ficado sozinho com o médico

     

    Antes de se machucar, a criança vomitou no carro
    Antes de se machucar, a criança vomitou no carro | Foto: Reprodução

    A morte de Henry Borel, de 4 anos, no Rio de Janeiro causou grande comoção no Brasil. Os principais acusados são padrasto e mãe

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) indiciou o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, por tortura majorada a mais um menino, filho de uma outra ex-namorada chamada Débora Saraiva.

    De acordo com o relatório final do inquérito da Delegacia de Criança e Adolescente Vítima (Dcav), a criança teve o fêmur fraturado por “meio contundente”. Esse é o terceiro caso em que o vereador é apontado por torturar uma criança.

    A agressão contra essa terceira criança ocorreu em março de 2015. Na ocasião, o filho de Débora tinha 3 anos, e havia ficado sozinho com Jairinho quando “fraturou o fêmur”.

    Antes de se machucar, a criança vomitou no carro. O vereador alegou, porém, que ela pisou em falso. O laudo pericial diz outra coisa.

    “As informações colhidas nos serviços médicos e de psicologia do Hospital Municipal Lourenço Jorge indicam que Jairinho submeteu (…), neste episódio, a momentos de intenso sofrimento físico e psicológico”, assinala o relatório.

    A mãe do garoto também foi indiciada pela Polícia Civil fluminense, por tortura imprópria. Isso porque ela teria corroborado com a versão de Jairinho, omitido informações, além de não ter protegido o filho.

    “Não é plausível o relato de que ele [filho de Débora] teria se machucado ao descer sozinho do veículo. Isto porque, à época, (…) tinha aproximadamente 3 anos de idade e, no momento dos fatos, estava sob a guarda e cuidados de Jairinho, no banco de trás do veículo, e este deveria tê-lo retirado do automóvel em segurança.”


    Prisão

     

    A mãe e padrasto de Henry foram também denunciados pelos crimes de tortura
    A mãe e padrasto de Henry foram também denunciados pelos crimes de tortura | Foto: Reprodução

    A juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital, aceitou denúncia contra o casal e decretou a prisão preventiva de Jairinho e Monique.

    A decisão foi tomada um dia depois de o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro denunciar Dr. Jairinho e Monique Medeiros pelo homicídio triplamente qualificado de Henry, no dia 8 de março.

    A mãe e padrasto de Henry foram também denunciados pelos crimes de tortura, fraude processual e coação de testemunhas. Monique responderá ainda por crime de falsidadeideológica pelo fato de, em 13 de fevereiro, ter prestado declaração falsa no Hospital Real D’Or, em Bangu, sobre as causas de um ferimento do filho.

    *Metrópoles

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