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    Chacina no DF


    Autor de chacina é um “psicopata do mato”, diz Secretário do DF

    Lázaro Barbosa é acusado de matar três homens e sequestrar três mulheres no Distrito Federal neste final de semana

     

    O criminoso espalhou terror no Distrito Federal.
    O criminoso espalhou terror no Distrito Federal. | Foto: Reprodução

    Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, está sendo procurado pelo sexto dia seguido. Ele é considerado um criminoso psicopata e acusado pela morte de Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15. Ele ainda sequestrou Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, esposa de Cláudio e mãe das outras vítimas.

    O criminoso espalhou terror no Distrito Federal. As polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal montaram uma força-tarefa para capturá-lo.

    O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, comentou que as equipes de inteligência e operação do DF e Goiás estão no local para tentar tirá-lo das ruas.

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    Ele, além de ser psicopata, é da região. É o que nós chamamos de ‘mateiro’, acostumado a se emburacar no mato. Ele deve ter outra motivação psicótica. Está muito focado em seguir na trajetória criminosa. Mas vamos chegar até ele. Não estamos abrindo mão de qualquer tipo de informação. Checamos tudo o que a população informa para a gente. Todas as propriedades estão com viaturas próximas. Estamos dando todo o amparo para a população da região. Temos um trabalho com a patrulha rural e os policias participam de grupos com moradores. As informações estão fervilhando. A força-tarefa está empenhada. Vamos trabalhar em todas as vertentes até resolver e apresentá-lo à Justiça "

    Rodney Miranda, secretário de Segurança Pública de Goiás

     Crimes

    Lázaro Sousa é suspeito de cometer um quádruplo latrocínio em Ceilândia, e um quinto em GO, antes da chacina. No último sábado (12), em Cocalzinho de Goiás, ainda baleou mais três pessoas, duas estão em estado grave.

    A Polícia Militar do Distrito Federal também detalhou o rastro de violência deixado por Lázaro no sábado. Ele invadiu a fazenda da família de um soldado do 8⁰ BPM, próximo à Lagoa Samuel. Ele fez o caseiro refém, quebrou tudo, bebeu e fumou maconha. Também obrigou o funcionário a consumir a droga.

    Segundo a corporação, o soldado chegou à propriedade, no início da noite, chegou até a cancela e, provavelmente, ao abri-la, o homem fugiu, levando o caseiro como refém.

    O criminoso seguiu para a fazenda ao lado, a cerca de 700m, e baleou três homens. Havia no local uma mulher e uma criança. Testemunhas informaram que o suspeito da chacina colocaria fogo na casa e não o fez por causa das vítimas.

    Os corpos dos familiares assassinados estavam em um quarto – um deles sobre a cama e dois no chão. As vítimas foram encontradas com marcas de tiro e facadas.

    Cleonice conseguiu ligar para a família pedindo socorro ao ver que a porta da casa estava sendo arrombada. Eles chegaram rapidamente ao local, 10 minutos depois. No entanto, Cleonice havia sido levada. Cláudio Vidal.

     

    Cleonice conseguiu ligar para a família pedindo socorro
    Cleonice conseguiu ligar para a família pedindo socorro | Foto: Reprodução

    Antes de morrer, Cláudio disse ao cunhado que a esposa havia sido levada por quem invadiu a casa deles: “Age rápido, porque levaram a Cleonice”. A polícia informou que os celulares das vítimas estavam em casa. Porções de dinheiro também foram encontradas.

    Cronologia dos crimes

    Na quarta-feira, 9 de junho, Lázaro invade uma casa em Ceilândia, durante a madrugada e mata Cláudio Vidal, 48, e os dois filhos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15. Na fuga, ele levou a empresária Cleonice Marques, 43 anos.

    Durante a quinta-feira, 10 de junho, o suspeito invadiu outra residência, que fica nas proximidades da fazenda onde cometeu a chacina. Ele manteve a proprietária e o caseiro do local reféns por mais de três horas. Lá bebeu, comeu e usou drogas, na frente dos reféns.

    No outro dia, na sexta-feira, 11 de junho, entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira, Lázaro comete o terceiro crime, ainda em Ceilândia. Ele faz uma família refém, rouba um carro do modelo Fiat Pálio e vai para Cocalzinho (GO). Já no Entorno, ele incendiou o veículo e continuou a fuga.

    No sábado, 12 de junho, moradores formam um grupo de buscas e encontram o corpo de Cleonice Marques às margens do Córrego da Coruja, próximo à casa onde família foi morta. No mesmo dia, Lázaro fez outro caseiro refém, em Cocalzinho. Horas depois, invadiu mais uma fazenda e baleou três homens. Dois estão em estado grave. Na ocasião, ele roubou duas armas de fogo. No fim da noite, ateou fogo em uma casa, trocou tiros com a polícia, mas conseguiu escapar.

    Ontem, no domingo (13), uma força-tarefa, formada por 200 homens das polícias militar do DF e de Goiás, Polícia Civil de ambas as localidades, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal, continuam à caça de Lázaro. Ele consegue roubar um outro veículo, um Corsa Vermelho. O dono do veículo chegou em casa, sentiu falta do carro e encontrou o local revirado. Lázaro dirigiu por cerca de 30km, quando se deparou com um bloqueio policial. Ele saltou do veículo e entrou, novamente, no matagal, onde continua foragido.

    Diferenciado

    Um policial afirmou que Lázaro é um criminoso “diferenciado”.

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    Ele se esconde no mato. O mato é o ambiente dele. Já trabalhou em Goiás e conhece bem a mata. Funciona sempre no mesmo modus operandi, vai para o mato e, eventualmente, vem à cidade se reabastecer. O cerco no matagal envolve um planejamento complexo e com forte auxílio de cães farejadores "

    policial, DF

     

    As forças policiais estavam espalhadas em pontos estratégicos da região e ocuparam 17 fazendas, mobilizando 200 pessoas para as buscas.

    *Metrópoles

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