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    Traficante do PCC "Gordão" tinha sítio com mini zoológico; veja vídeo

    Ele queria imitar Pablo Escobar que também tinha um zoológico particular

     

     

    O brasileiro gastava R$ 100 mil por mês com o zoológico, de acordo com a polícia
    O brasileiro gastava R$ 100 mil por mês com o zoológico, de acordo com a polícia | Foto: Reprodução

    SÃO PAULO (SP)–  O paulistano Anderson Lacerda Pereira, de 38 anos, conhecido como "Gordão", tentou imitar criminosos na criação de animais em cativeiro.

    Ele montou, com o dinheiro do crime, um microzoológico em seu sítio em Santa Isabel, na Região Metropolitana de São Paulo. 

    A descoberta do endereço se mostrou na reta final de uma investigação que mapeou a rede de lavagem de dinheiro de Gordão, formada por imóveis, clínicas e até um hospital em Arujá, também na Grande São Paulo. Só para manter o local e a alimentação dos animais, o brasileiro gastava R$ 100 mil por mês, de acordo com a polícia.

     

    Ele está foragido
    Ele está foragido | Foto: Reprodução

    O sítio era um retiro de lazer para o criminoso. No afã de imitar a cultura de seus ídolos, Gordão construiu por lá até uma capela ao estilo mexicano. Inclusive, encomendou uma composição em homenagem a ele mesmo de um narcocorrido, o gênero musical de canções que enaltece barões mexicanos. Ironicamente, a faixa foi batizada Un Ser Humilde. A polícia achou cópias em dispositivos do traficante.

    Veja o vídeo do local:

    Capa do Vídeo
    | Autor: Reprodução
     

     

    Animais silvestres estavam na localidade
    Animais silvestres estavam na localidade | Foto: Reprodução


    Foragido

    Quando o sítio foi alvo da "Operação Soldi Sporchi" (dinheiro sujo, em italiano) no ano passado, Gordão já estava foragido, com uma condenação a cumprir por tráfico de drogas.

    Agentes suspeitam de que ele esteja escondido na Bolívia com outros criminosos da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC). O bandido não é filiado à facção, segundo a polícia, mas um fiel colaborador.

    Em troca de pagamentos que teria feito ao vice-prefeito da cidade, cobrou a obtenção de contratos para a gestão da coleta de lixo e do único hospital da cidade. Em dois anos, faturou pelo menos R$ 77 milhões da Prefeitura de Arujá.

    “Ele se aproveitou do hospital para desviar medicamentos e misturar a cocaína que vendia no Brasil”, explica o delegado Fernando Santiago, do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), que investigou a quadrilha de Gordão na Operação Soldi Sporchi.

    Segundo investigações, nos últimos 10 anos, Gordão criou e controlou pelo menos 60 clínicas em nome de laranjas, com unidades em diferentes cidades de São Paulo e mesmo em Recife.

    O uso de clínicas odontológicas não era à toa. Filho de um protético, o criminoso também exerceu a profissão e passou a aproveitar o acesso à lidocaína para revender a substância a outros traficantes que a misturavam na cocaína.

    Os endereços também serviam para atender a emergências médicas de traficantes. A prontidão para socorrer criminosos se estendia a operações de lavagem de dinheiro, e Gordão conquistou proximidade com a cúpula do PCC. 

    *Metrópoles 

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