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    Alerta


    Meninas ainda são o principal alvo de estupradores no Amazonas

    Somente no mês de setembro, o Portal Em Tempo noticiou 15 abusos sexuais contra menores, e a alta incidência dessas ocorrências demonstra que a vítima desse crime tem rompido o silêncio

    81,8% dos crimes de estupro são contra vulneráveis, ou seja, meninos e meninas menores de até 14 anos que não podem ser defender sozinhos
    81,8% dos crimes de estupro são contra vulneráveis, ou seja, meninos e meninas menores de até 14 anos que não podem ser defender sozinhos | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus - Os índices de violência sexual registrados no Brasil, coletados pelo Anuário de Segurança Pública, indicam que o Amazonas, no ano de 2018, aponta um aumento de 17,7% no número de ocorrências registradas no mesmo período de 2017.

    Ainda segundo o relatório, as notificações do crime de estupro no Estado subiram de 881 casos em 2017 para 1.053 ano passado. Os percentuais de 81,8% dos crimes de estupro são contra vulneráveis, ou seja, meninos e meninas menores de 14 anos que não podem ser defender sozinhos. O balanço referente a este ano não foi divulgado até o momento.

    Somente no mês de setembro, o Portal Em Tempo noticiou 15 abusos sexuais contra menores, e a alta incidência dessas ocorrências demonstra que a vítima desse crime tem rompido o silêncio, ganhado apoio e segurança para pôr fim à violência sofrida.

    De acordo com a pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Cristina Neme, “o perfil do agressor é de uma pessoa muito próxima da vítima, muitas vezes um familiar”, como pai, avô e padrasto, conforme identificado em outras edições do anuário. O fórum é o órgão responsável pela publicação do anuário.

    Na maioria dos casos, conforme a reportagem identificou com base nos crimes noticiados este ano, o principal alvo dos estupradores ainda são crianças, principalmente as do sexo feminino. 

    Para a pesquisadora, a reincidência do perfil indica que “tem algo estrutural nesse fenômeno”. Ela avalia que a mudança de comportamento dependerá de campanhas de educação sexual e que o dano exige mais assistência e atendimento integral a vítimas e famílias.

    O anuário ainda relata o perfil dos agressores, e a faixa etária das vítimas por gênero:

    Abuso


    Entenda como você pode ajudar uma criança ou adolescente em risco, através de sinais de abuso característicos:  

    1. Mudanças de comportamento

    Alterações de humor que variam de acanhamento e extroversão, agressividade repentina, vergonha excessiva, medo ou pânico.

    2. Proximidades excessivas

    A violência costuma ser praticada por pessoas da família ou próximas da família na maioria dos casos. O abusador muitas vezes manipula emocionalmente a criança, que não percebe estar sendo vítima e, com isso, costuma ganhar a confiança fazendo com que ela se cale.

    3. Silêncio predominante

    Para manter a vítima em silêncio, o abusador costuma fazer ameaças de violência física e mental, além de chantagens. É normal também que usem presentes, dinheiro ou outro tipo de material para construir uma boa relação com a vítima. É essencial explicar à criança que nenhum adulto ou criança mais velha deve manter segredos com ela, que não possam ser compartilhados com pessoas de confiança, como o pai e a mãe, por exemplo.

    4. Comportamentos sexuais

    Crianças que apresentam um interesse por questões sexuais ou que façam brincadeiras de cunho sexual e usam palavras ou desenhos que se referem às partes íntimas podem estar indicando uma situação de abuso.

    5. Traumatismos físicos

    Os vestígios mais óbvios de violência sexual em menores de idade são questões físicas como marcas de agressão, doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Essas são as principais manifestações que podem ser usadas como provas à Justiça.

    6. Frequência escolar

    Observar queda injustificada na frequência escolar ou baixo rendimento causado por dificuldade de concentração e aprendizagem. Outro ponto a estar atento é a pouca participação em atividades escolares e a tendência de isolamento social.

    Como denunciar?

    Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia de forma identificada ou anônima e cada área de Manaus possui abrangência de um Conselho Tutelar, possuindo números e endereços que podem ser consultados diretamente neste link (Link do conselho tutelar de Manaus), pelo Disque 100, ou no Canal Direto do Conselho Tutelar (92) 36712694.