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    Caso Flávio


    Investigações do homicídio do engenheiro buscam autores do crime

    Portal Em Tempo preparou um resumo das investigações sobre o homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues no dia 29 de setembro deste ano

    Dos seis suspeitos, cinco seguem presos | Foto: Desirée Souza/Em Tempo

    Manaus - Após uma semana do homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, de 42 anos, na noite de 29 de setembro após uma festa na casa de Alejandro Valeiko, no bairro Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus, cinco dos seis suspeitos de envolvimento no crime permanecem presos. Alejandro Valeiko chegou a capital amazonense na manhã desta segunda-feira (7) para prestar depoimentos.

    Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), os amigos estavam na casa de Alejandro Valeiko bebendo e usando drogas. Em determinado momento, surgiu uma discussão que foi seguida de agressões com facas. Flávio foi esfaqueado e morreu. 

    Ainda conforme a polícia, a vítima foi encontrada morta no bairro Tarumã, na tarde do dia 30 de setembro. O local onde estava o corpo fica próximo à casa de Alejandro Valeiko.

    De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), o engenheiro levou seis golpes de arma branca. Dois golpes atingiram Flávio no lado esquerdo do abdômen. Dois foram na coxa esquerda e outros dois nas costas. O corpo tinha sinais de asfixia e ferimentos que sugerem que ele foi arrastado no chão. 

    A perícia realizada no dia 1º de outubro mostrou que havia resquícios de barro nos sapatos e calça de Alejandro Valeiko semelhantes ao do local em que o corpo do engenheiro foi encontrado.

    Também segundo a investigação, foi encontrado sangue nas roupas de Alejandro e no carro da vítima, que ficou estacionado na garagem do condomínio.

    Suspeitos:

    Elizeu da Paz de Souza, sargento da polícia militar que trabalha no gabinete militar da Prefeitura de Manaus, foi preso no dia 3 de outubro de 2019. O carro utilizado por ele, que é alugado pela prefeitura, foi apreendido e passou por perícia. 

    Os investigadores da Delegacia de Homicídios e Sequestros (DEHS) apuram se ele chegou à residência antes do engenheiro ser retirado do local e quem o chamou até lá. A polícia afirma que Elizeu de Souza foi até o condomínio, colocou o corpo no carro da Prefeitura de Manaus e saiu do local da festa.

    Elielton Magno de Menezes Gomes, ferido nas costas na noite do crime, também foi preso na manhã do dia 3 de outubro de 2019 e segue sendo investigado pela DEHS.

    Mayc Vinicius Teixeira Parede, chegou à delegacia no dia seguinte para cumprir o mandado de prisão expedido. Mayc chegou acompanhado de advogados.

    José Evandro Junior, foi conduzido para a DEHS, por volta das 19h do dia 4 de outubro deste ano. Ao entrar na unidade, José Evandro alegou inocência e que não tem envolvimento com o homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues

    Vittorio Del Gato, cozinheiro italiano da residência de Alejandro Valeiko, aproximadamente uma hora depois da prisão de José Evandro, foi levado à delegacia especializada, onde prestou os devidos esclarecimentos e após isso foi expedida mandado de prisão preventiva.

    Alejandro Valeiko, dono da casa onde aconteceu o homicídio ,chegou à capital amazonense na manhã desta segunda-feira (7), acompanhado dos advogados Marco Aurélio Choy, presidente da Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) e Yuri Dantas. 

    Segundo o advogado Marco Choy, Alejandro, que estava em tratamento de saúde no Rio de Janeiro, irá responder as perguntas da delegacia e contribuirá com as investigações do homicídio.

    Familiares

    Na tarde desse domingo (6), familiares de Flávio Rodrigues lideraram manifestação que reuniu aproximadamente 300 pessoas no bairro Morro da Liberdade, Zona Sul de Manaus. Com cartazes escritos "Ele não foi morto. Foi assinado", os manifestantes pedem justiça pelo caso do engenheiro.