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    Caso Sotero


    Sotero diz que ‘estava armado porque temia ser morto pela FDN’

    O delegado é autor dos disparos que matou o advogado Wilson Justo Filho, em novembro de 2017

    Delegado chorou durante depoimento | Foto: Leonardo Mota/Em Tempo

    Manaus - O momento de declaração de defesa de Gustavo Sotero foi marcado pela emoção por parte do acusado e da família, que acompanha o julgamento nesta sexta-feira (29). Na ocasião, ele falou que temia ser morto por uma facção criminosa.

    Muito emocionado e com dificuldades para falar, Sotero relembrou dos nomes dos familiares e dos filhos.

    A defesa fez o réu contar a história desde a sua criação e vida difícil com a família sem carro e sem moradia própria em Recife, no estado de Pernambuco. Ele precisou interromper a fala por aproximadamente três minutos para se recompor e falar novamente.

    O advogado de defesa calmamente fazia as perguntas para o réu. Depois de acalmar-se, o delegado falou em tom calmo e respondia a todos os questionamentos.

    | Foto: Leonardo Mota/Em Tempo

    Uso da arma no dia do crime

    Sotero novamente defendeu o uso da arma durante à noite, na casa de show no bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus, porque recebeu um documento seis dias antes do fato.

    O documento, segundo ele, é nacional (sigiloso) em que pessoas da lei poderiam sofrer ações contra suas vidas.

    No texto, o delegado afirmou que havia o comunicado de que a facção criminosa Família do Norte (FDN) poderia estar arquitetando uma possível chacina contra oficiais do poder no Amazonas, entre eles delegados e policiais.

    | Foto: Leonardo Mota/Em Tempo

    "Esse documento era sigiloso, nem a esposa poderia saber. Eu deveria usar sempre e não entregar para ninguém. Era responsabilidade minha. Existiam mais seis policiais armados dentro do lugar", enfatizou Sotero.