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    Caso Sotero


    Delegado Sotero chora e pede perdão: 'Foi uma tragédia. Sou inocente!'

    O réu pediu perdão aos familiares das vítimas e chorou dizendo que tudo foi uma fatalidade

    | Foto: Leonardo Mota

    Manaus - O delegado Gustavo de Castro Sotero, acusado de matar o advogado Wilson Justo Filho, e balear Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, Maurício Carvalho de Rocha e Yuri José Paiva Dácio de Souza, pediu perdão às famílias das vítimas durante o último dia de julgamento, que acontece no Fórum Henoch Reis, Zona Sul da cidade.

    O delegado está preso há dois anos e disse, em depoimento, que agiu em legítima defesa. Sotero estava sentado em frente aos familiares que estavam na plateia acompanhando o julgamento. Pedindo perdão e bastante emocionado dirigiu-se aos familiares das vítimas que estavam sentados no lado oposto de onde respondia às perguntas.

    “Eu peço perdão às famílias. Eu nunca machuquei ninguém. Peço perdão. Foi uma tragédia tanto para mim quanto para eles. Eu sou inocente, nunca respondi a um processo. Sou inocente, nunca briguei com ninguém. Sou pai de quatro filhos", disse emocionado. 

    Chorando pediu perdão às famílias e disse que tudo foi uma fatalidade
    Chorando pediu perdão às famílias e disse que tudo foi uma fatalidade | Foto: Leonardo Mota

    Manifestação

    O juiz precisou intervir contra a manifestação da plateia durante a defesa. Familiares das vítimas riram no momento em que o advogado de defesa descreveu o porte físico da vítima, o advogado Wilson Justo Filho.

    Segundo a defesa, Wilson tinha habilidades e porte físico para machucar Sotero e, por isso, ele se defendeu. O advogado reclamou que se sentiu ridicularizado diante da ação.

    "Aqui não é um circo e não aceitamos esse tipo de manifestação da plateia. Deixemos que o advogado siga nos seus questionamentos ao réu", disse o juiz.