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    Prisão


    Empresário do AM é preso por agredir, perseguir e ameaçar a ex-mulher

    Por medo, a mulher se mudou para Alagoas com o filho, mas o agressor foi atrás e voltou ameaçá-la

    Manaus - Um empresário de 24 anos foi preso por agressão e ameaças contra a ex-esposa de 23 anos, na manhã desta segunda-feira (20). O mandado de prisão foi cumprido na casa do suspeito, localizada no bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul de Manaus.

    A prisão foi o resultado de um trabalho entre as policiais civis de Alagoas e do Amazonas. O casal viva junto há quatro anos e tinham um filho, que não teve a idade revelada.

    Por medo, a vítima decidiu mudar de estado e foi morar em Alagoas. No entanto, precisou procurar a justiça mais uma vez, após novas agressões, conforme o registro de ocorrência.

    À polícia o empresário negou todas as acusações. “Ele nega todos os fatos e disse que simplesmente foi até Alagoas visitar o filho. Diz que não fez ameaça, violação de domicílio ou algo desse gênero. Mas a vítima afirma que aconteceu esses crimes. Por ela ser ex-companheira, o caso foi registrado na ‘Maria da Penha’. O juiz entendeu que houve o fato a ponto de expedir o mandado de prisão, que foi cumprido”, declarou Mafra.

    Conforme a delegada Débora Mafra, titular da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), as agressões, segundo relatos da vítima, eram recorrentes.

    “A vítima já havia registrado dois boletins de ocorrência na Delegacia da Mulher em Manaus, sendo um em 2016 por lesão corporal e outro em 2017, novamente por lesão corporal e ameaça. O último registro foi em 2019, em Alagoas, por ameaça, invasão de domicílio, combinado com violência doméstica. Esse ele vai responder na justiça do Estado de Alagoas”, explicou a delegada.

    Alerta 

    A delegada Débora Mafra deixou um alerta para as mulheres, que sofrem algum tipo de violência. 

     “Para prevenir feminicídios ou outros crimes contra a mulher é preciso denunciar. Procure a delegacia mais próxima, temos unidades na Zona Norte, Sul e Centro-Sul, no bairro Parque Dez, que funciona 24h por dia para receber as denúncias. A maioria das vítimas que morreram por feminicídio nunca denunciaram os casos” finalizou