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    Reviravolta


    'Rayner foi morto e suspeitos entraram e saíram de delegacia', diz mãe

    O laudo do IML descartou morte por afogamento e apontou que o jovem foi assassinado. Ele sofreu algum tipo de violência antes de desaparecer

    Rayner desapareceu no dia 16 de dezembro de 2018, na Praia da Ponta Negra
    Rayner desapareceu no dia 16 de dezembro de 2018, na Praia da Ponta Negra | Foto: Divulgação

    Manaus - O caso Rayner Vinícius vem à tona mais uma vez após a mãe do adolescente divulgar o resultado do laudo do Instituto Médico Legal (IML). O documento descartou morte por afogamento e apontou que o jovem foi assassinado, tendo como causa da morte traumatismo crânio facial, provocado por uma ação contundente, ou seja, a vítima sofreu algum tipo de violência antes de desaparecer nas águas escuras do Rio Negro.

    Rayner desapareceu no dia 16 de dezembro de 2018, na Praia da Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. Quase um ano depois, uma ossada humana foi encontrada nas areias da praia. Após a realização de exames de DNA foi confirmado que os restos mortais eram de Rayner. Familiares e amigos se despediram do adolescente no dia 8 de dezembro de 2019, quando houve o sepultamento

    Maria Antônia da Silva, mãe de Rayner, explicou que o caso, atualmente, está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), mas até hoje nunca teve informações concretas da polícia. 

    "Uma investigadora me ligou e me pediu o contato de uma testemunha. Depois que repassei, eu perguntei dela sobre os trabalhos e ela informou que não tinha nenhuma novidade", contou Antônia. 

    Na época do desaparecimento de Rayner, cinco venezuelanos foram ouvidos pela delegada Joyce Coelho, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), no entanto, eles foram colocados no inquérito apenas como testemunhas. 

    A mãe do adolescente acredita que os estrangeiros estão diretamente ligados à morte de Rayner, pelo fato de um deles, identificada como Rusbelys Yilferlyn Borrero Farias, de 23 anos, ter sido encontrada com o celular e outros pertences da vítima. 

    "Acredito que, na época, houve uma negligência da polícia. Isso porque apenas ouviram os venezuelanos e deixaram essas pessoas irem embora. Eles entraram e saíram da delegacia e tudo indica que não sabem mais do paradeiro deles. É revoltante porque não vejo a Justiça ser feita", desabafou a mulher.  

    Antônia contou, ainda, que nunca acreditou nas possibilidades de um afogamento e sempre suspeitou que o filho tenha sido vítima de um crime.

    "Quando eu vi os restos mortais do meu filho, verifiquei que o crânio dele estava sem os dentes. O médico legista falou que tinha outras lesões, que não deram para ser detectadas. Mas, possivelmente, as marcas no rosto do Rayner foram causadas por um soco ou pauladas", explicou a mãe. 

    Relembre a ligação da mãe de Rayner com a venezuelana

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    | Autor: Reprodução EM TEMPO