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    Comunidade


    Jovem reconhece ladrão na Zona Leste de Manaus e é ameaçada de morte

    Vítimas de assaltos e roubos pedem segurança no bairro Ouro Verde, na Zona Leste da capital amazonense

    A rua Castelo Branco (bairro Ouro Verde), é palco para roubos | Foto: Cesár Gomes/Em Tempo

    Manaus - Assaltantes têm aterrorizado moradores no bairro Ouro Verde, Zona Leste de Manaus. O medo na comunidade cresceu nos últimos meses e a população reclama da ausência de viaturas no local. Uma adolescente de 13 anos , ao voltar do curso de férias, foi roubada e ameaçada de morte, na última semana. A estudante, quando viu o homem armado, por pouco não desmaiou.  Em entrevista ao Portal Em Tempo, nesta terça-feira (4), ela falou sobre o caso. 

    A jovem conta que, por volta das 17h, em uma segunda-feira, voltava do curso, quando foi abordada por uma dupla em uma moto de cor preta e placa não identificada. Na ocasião, os ladrões disseram para ela: “perdeu, perdeu princesa”. Em seguida, nervosa, a adolescente entregou a bolsa, mas eles não quiseram o bem material. O único interesse da dupla era no aparelho celular.

    Quando já estavam com o eletroeletrônico, um dos homens, que estava na garupa da moto, pulou e a ameaçou: “Não olha para mim, se não vai morrer”. Em pânico, a estudante entregou o celular e quase desmaiou no momento. Por sorte, os vizinhos, após o roubo, a socorreram imediatamente.

    “O pior de tudo é que minha filha reconheceu um dos bandidos, por isso preferi não fazer o Boletim de Ocorrência (B.O). Para você ver como estão audaciosos, nem os vizinhos eles respeitam mais”, contou a mãe, que preferiu não ser identificada na matéria.

    A universitária Eduarda Arruda, de 20 anos, também conta que já passou por situação de risco e insegurança no bairro. Ela foi assaltada em frente à residência, onde mora, situada na rua Castelo Branco. A abordagem dos criminosos foi por volta das 19h.

    “Eu estava sentada em frente à minha casa com uma amiga, quando surgiu um homem de moto. Ele até falou com a gente, inclusive tinham várias crianças brincando. Ele parou na nossa frente, mostrou a arma e falou que era para passarmos os celulares - se não ia dar um tiro na nossa cabeça. Nossa rua está muito perigosa e não consigo mais ficar em frente de casa. Tenho medo principalmente porque não vejo viaturas”, declarou Eduarda.

    | Autor: César Gomes/Em Tempo
     

    Os moradores falaram que têm medo de qualquer um que se aproxime, seja a pé, em moto ou em carro.    

    Polícia

    Em nota, a Polícia Militar do Amazonas informou que o patrulhamento nas redondezas no bairro Coroado é realizado por policiais da 11ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), feito por meio de viaturas motorizadas de duas e quatro rodas (moto e carro).

    Ainda de acordo com a polícia, também são realizados Pontos de Relacionamento Comunitário e Visibilidade (PRCV’s), quando viaturas são posicionadas em locais estratégicos, visando ter maior proximidade com os moradores do local, além de agilizar o atendimento das ocorrências nesta região.

    Em relação às denúncias relatadas por populares, a PM orienta que as vítimas procurem delegacias para que sejam realizados os registros, para fins de investigação da polícia judiciária. No sentido de coibir os crimes ou ainda nos casos de flagrante do delito, a polícia disponibiliza o número 190. 

    O comando da 11ª Cicom informou que o policiamento no local será intensificado e se coloca à disposição da população, por meio dos contatos da Supervisão de Área: (92) 98842 - 1593 (24 horas), além do 190 e 181.