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    Wilson Lima se reúne com Moro para debater crise na segurança no AM

    A reunião de emergência convocada pelo governador deve propor soluções para a crise de segurança no Amazonas

    | Foto: Divulgação

    Manaus – Uma reunião extraordinária com Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública (Mjsp), foi convocada pelo Governador do Amazonas, Wilson Lima, e acontecerá na tarde desta terça-feira (11). A pauta do encontro, deve tratar sobre os problemas da disputa entre facções criminosas nas ruas de Manaus.

    O compromisso será em Brasília e tem como intuito propor soluções imediatas à crise na segurança pública no Estado, que registrou 117 mortes violentas apenas no mês de janeiro deste ano. Além de levantar as preocupações sobre as disputas entre o Comando Vermelho e a Família do Norte nas ruas, que têm amedrontado a população. O reforço no sistema penitenciário no Amazonas também deve ser mencionado.

    Além do governador, o secretário de segurança pública, coronel Louismar Bonates, e deputados federais da "bancada da bala" do Amazonas, também estarão presente na reunião.

    Em entrevista a uma rádio local, Wilson Lima, inicialmente, descartou a convocação da Força Nacional de segurança e a transferência de internos para presídios federais. “Vou relatar ao Ministro nossas ações de repressão ao tráfico de drogas, mas entendo que não é necessário convocar a Força Nacional ou transferir internos. No entanto, não descartamos a possibilidade de fazer um pedido mais efetivo ao ministro Sérgio Moro”, informou Lima.

    “Desde o final do ano passado estamos imprimindo um ritmo muito forte de sufocamento as atividades criminosas em Manaus. Essas ‘situações’ que tem acontecido na cidade, são uma reação ao nosso trabalho. Temos acompanhado essas reações e tomamos medidas no sistema penitenciário para evitar quaisquer intercorrências. Montamos um gabinete de crise para tratar a gestão desse problema”, explicou o governador.

    Em maio do ano passado, Sérgio Moro visitou presídios do Amazonas, que foram palco de chacinas. Um relatório das diligências feitas no Compaj, no Instituto Prisional Antônio Trindade (Ipat) e no Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM 1) foi entregue ao ministro, para propor intervenções.