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    Homicídio


    'Assessor parlamentar teve morte encomendada em Manaus', diz família

    Fábio Negreiros foi atingido com sete tiros, na noite do dia 12 deste mês, quando disputava uma "pelada", em um campo futebol do bairro Zumbi. Ele morreu após ficar uma semana internado no Hospital João Lúcio

    A morte do assessor parlamentar ainda é cercada de mistério
    A morte do assessor parlamentar ainda é cercada de mistério | Foto: Reprodução

    Manaus - Uma semana após sofrer um atentado durante uma partida de futebol, no bairro Zumbi, Zona Leste de Manaus, o assessor parlamentar Fábio Negreiros de Araujo, de 36 anos, morreu, nesta quarta-feira (19), no Hospital e Pronto-socorro João Lúcio. 

    Fábio foi atingido com sete tiros, na noite do dia 12 deste mês, quando disputava uma "pelada", em um campo de futebol do bairro. Ele ainda passou por cirurgia na unidade de saúde e chegou a ter contato com a família após sofrer o ataque, no entanto, ele não resistiu e morreu por volta das 9h desta quarta. 

    Suspeitas 

    A morte do assessor parlamentar ainda é cercada de mistério. Segundo a família da vítima, Fábio era uma pessoa determinada e sempre lutou para alcançar melhorias para comunidade onde morava desde criança. Ele trabalhava no gabinete de um vereador da cidade e era apaixonado por futebol. A família recebeu informações de que o assassinato dele teria sido encomendado. 

    "Corre o boato que um homem, ainda não identificado, pagou para matar o Fábio. No dia do crime, o atirador invadiu o campo, fez os disparos e depois fugiu a pé. Depois que passou por cirurgia, ele ainda ficou uns dias consciente, chegou a relatar que não reconheceu o homem que o atacou. Ele desconhecia a motivação e quem estaria por trás do crime", relatou um parente, que por segurança pediu anonimato. 

    Dezenas de moradores do bairro Zumbi compareceram na noite desta quarta, no velório de Fábio
    Dezenas de moradores do bairro Zumbi compareceram na noite desta quarta, no velório de Fábio | Foto: Arquivo EM TEMPO

    A família supõe que a rivalidade no futebol pode ter alguma ligação com o caso e até "inveja pelos serviços prestados no bairro poderia ser uma das motivações".

    Para Fábio era rotina participar das 'peladas' todas as segundas e quartas. Durante competições de torneios interbairros o time dele, 'Família Ademar', sempre ganhava. Ele nunca esteve envolvido em confusão, era muito prestativo, por meio de apoio de parlamentares conseguiu muitos avanços para o bairro", disse o familiar. 

    Fábio deixou a esposa e um filho de 5 anos. Dezenas de moradores do bairro Zumbi compareceram na noite desta quarta, no velório de Fábio, em uma quadra poliesportiva da comunidade. Como forma de homenagem, amigos do esporte hastearam a bandeira do time próximo ao caixão da vítima. 

    O caso é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).