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    Homicídio


    Caso de mulher esquartejada em Manaus segue sem resposta

    Família não recebeu resultado do exame de DNA que irá comprovar se as pernas são da dona de casa Marquilene. Membros foram encontradas no bairro Compensa, em Manaus, no dia 30 de janeiro de 2020

    Marquilene teria sido morta por traficante
    Marquilene teria sido morta por traficante | Foto: Arquivo pessoal

    Manaus - Após quase dois meses do encontro de duas pernas humanas, no dia 30 de janeiro deste ano, no beco dos Escoteiros, no bairro Compensa, na Zona Oeste de Manaus, familiares de Marquilene Cardoso da Silva, 46 anos, continuam sem respostas da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) sobre o andamento das investigações.

    Eles também não receberam o resultado do exame de DNA que irá comprovar se as pernas são realmente da dona de casa. O restante do corpo nunca foi encontrado.

    Em entrevista ao Em Tempo, Elane Cardoso  - que é filha de Marquilene - contou o drama enfrentado pela família por não ter notícias sobre o caso e de saber que os culpados pela morte da mãe continuam soltos.

    “Não temos notícias sobre absolutamente nada. Acredito que a polícia não está fazendo a investigação. Estamos tendo dificuldade para ter acesso ao laudo do Instituto Médico Legal (IML). Sempre que eu ligo, me repassam para outro contato. Não sabemos se estão atrás de suspeitos ou do restante do corpo dela. Isso é frustrante”, declarou. 

    Imagens

    Amigos da família informaram que Marquilene teria sido vista com vida, pela última vez, horas antes do encontro dos membros inferiores. Ela estaria caminhando na Avenida Brasil, principal via de acesso do bairro Compensa.

    A filha questiona os procedimentos adotados pelos investigadores da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em relação às imagens recolhidas das proximidades e também no beco dos Escoteiros, onde as pernas foram encontradas.

    “Na última vez que consegui contato, eles falaram que um técnico estava analisando as imagens, mas ele deve estar analisando até agora. São quase dois meses e não temos retorno algum. Eu sinto que os investigadores não estão fazendo nada”, desabafou a filha da vítima. 

    Suspeitos

    Para a reportagem, a filha relatou que a família tem suspeitos e que essas pessoas já foram apontadas para as autoridades policiais em depoimento. A família diz que sabe quem teria ordenado o crime.

    “É um traficante da Compensa que já está bem longe daqui. A polícia sabe quem é porque nós soubemos de tudo. Até áudios mostrei para eles. O que posso afirmar é que sabemos o motivo e que minha mãe morreu inocente após ter sido culpada por algo que não fez. Só quero mais empenho das autoridades e respostas”, pediu Elane.

    Investigações

    O Em Tempo questionou a PC-AM sobre o andamento das investigações em torno do caso. Em nota divulgada pela assessoria de imprensa do órgão, a delegada Marília Campello, adjunta da DEHS, informou que as investigações seguem em andamento.

    A autoridade policial destacou que as equipes da especializada estão realizando diligências e um Inquérito Policial (IP) foi instaurado para apurar as circunstâncias da ocorrência e prender os envolvidos no crime