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    Esquema criminoso


    Funcionários que desviavam R$ 1,1 mi em medicamentos são presos no AM

    Esquema criminoso de funcionários da FCecon desviava medicamentos e materiais hospitalares em Manaus

    Para a saída do material, eles emitiram uma documentação fraudulenta informando ao sistema o empréstimo de itens à Fundação Hospital Adriano Jorge | Foto: Suyanne Lima

    Manaus - Dois servidores do setor de almoxarifado e uma ex-funcionária da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) foram presos na manhã desta quinta-feira (4) em pontos distintos da capital, suspeitos de envolvimento em um esquema criminoso que desviou aproximadamente de R$ 1,1 milhão em medicamentos da unidade hospitalar.

    Conforme o delegado Aldeney Goes, titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), as investigações iniciaram há aproximadamente um mês quando a direção do hospital, percebeu por meio de novos sistemas de controle uma baixa no estoque de medicamentos.

    "Dentre os materiais desvios estão medicamentos e insumos. Os prejuízos estão estimados em R$ 1,1 milhão. Um dos pontos que chamou atenção da investigação foi o fato de uma determinada pessoa ter entrado no local e saído da FCecon com dez caixas de material. Naquele momento, houve apoio de outros dois funcionários e descobrimos que a mulher que saía do lugar já tinha trabalhado no lá. Identificamos os envolvidos, colhemos provas, pedimos a prisão temporária dessas pessoas e cumprimos as ordens judiciais. Estamos em um período de pandemia e nesse momento desviar insumos não é tolerado pela Polícia Civil", destacou o delegado Aldeney Goes.

    O assessor jurídico da FCecon, Ricardo Monteiro, relatou que uma testemunha delatou à diretoria que presenciou os suspeitos desviando medicamentos e ajudou nas investigações.

    "O que se faz num tipo de crime desse prejudica pessoas tão necessitadas como os pacientes da FCecon. Isso é desumano, prejudica o paciente que se socorre a fundação. A direção está buscando sanar todas essas pendências, fazendo auditorias para minimizar os impactos que essas ações criminosas causam aos pacientes. Mais uma vez agradecemos o trabalho da polícia", disse Monteiro.

    O assessor jurídico ressaltou que dentre os materiais desviados estão medicamentos para o tratamento oncológico, soro fisiológico, equipamento de proteção individual (EPIs). Um levantamento será realizado para saber outros itens que foram desviados.

    O titular da Derfd explicou que o desvio das dez caixas ocorreu no último dia 13 de maio e que quando a ex-funcionária foi barrada na portaria do hospital, os dois funcionários que são comparsas dela disseram aos seguranças que a liberação estava autorizada

    Para a saída do material, eles emitiram uma documentação fraudulenta informando ao sistema o empréstimo de itens à Fundação Hospital Adriano Jorge.

    Aldeney Goes frisou que as investigações irão continuar para identificar se há outros funcionários envolvidos e os receptadores dos materiais. O trio irá responder por peculato, falsidade ideológica e associação criminosa. Eles permanecem à disposição da Justiça.