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    Investigação


    Tiro acidental? Famílias de criança morta em Manaus divergem opiniões

    Família do suspeito alega que houve um tiro acidental. Já os parentes do pai da criança acreditam em tiro proposital

    Caso está sendo investigado pela DEHS
    Caso está sendo investigado pela DEHS | Foto: Divulgação

    Manaus - A morte da pequena Yasmim Vitória Garcia da Rocha, de 3 anos, ganhou grande repercussão na noite desta segunda-feira (20), em Manaus. A criança foi atingida por um tiro de arma caseira - que era manuseada pelo padrasto dela, identificado como Roberto Siqueira, de 19 anos. O caso ocorreu em um sítio, localizada no ramal do Vegetal, no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus. 

    A irmã de Roberto, identificada como Ketlen Siqueira, relatou que ele estava mexendo na arma e acabou atirando - de forma acidental - contra a criança, que estava perto dele. 

    "Foi uma fatalidade. Meu irmão nunca foi preso antes e nunca manuseou uma arma. O dono da espingarda pediu para o Roberto ajudar a testar o armamento. Foi quando ele puxou uma corda e disparou", disse Ketlen. 

    Ainda conforme a mulher, a família está sofrendo ameças do pai biológico de Yasmim. "Estão divulgando nas redes sociais dizendo que meu irmão é marginal e que vão invadir as nossas casas", relatou. 

    O conselheiro tutelar da Zona Centro-Oeste, Cosme França, conversou com o pai de Yasmim e seus familiares. Eles acreditam que o tiro pode ter sido disparado de forma proposital.

    "O pai contou que não queria que a mãe levasse a filha para o sítio. Ainda segundo a avó paterna, o padastro não tinha uma convivência boa com a criança. Eles supõem que o suspeito tinha ciumes da criança com a companheiro e tenha cometido o crime", explicou. 

    "Eu acho que não foi acidente. Como vó eu sentia que ele não gostava da minha neta. Meu coração dói muito", lamentou a avó paterna, que não teve o nome divulgado.

    Caso sob investigação

    No momento do disparo, Yasmim estava sob a guarda da mãe. Conforme a polícia, a menina foi baleada por volta das 14h30 e foi levada pela avó materna até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales. Posteriormente, a menina foi transferida para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança, no bairro Compensa, também na Zona Oeste, onde não resistiu e morreu por volta das 19h. 

    Policiais da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foram acionados e se deslocaram até o sítio onde ocorreu o disparo que atingiu a menina. No local, eles apreenderam a arma, mas não encontraram o padrasto da criança. O jovem foi localizado na casa onde mora, na comunidade Jesus Me Deus, Zona Norte da capital, onde ele se entregou.  

    Inicialmente, o suspeito foi levado para a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e, depois, encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde o caso deve ser investigado. 

    Veja o suspeito sendo conduzido pela polícia 

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