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    Crime


    'Assumiu o risco', diz delegado sobre homem que matou enteada no AM

    Roberto Siqueira, de 19 anos, manuseava uma espingarda caseira e alegou que disparo foi acidental

    Delegado afirma que padrasto "assumiu o risco" ao manusear arma
    Delegado afirma que padrasto "assumiu o risco" ao manusear arma | Foto: Yasmin Feitosa

    Manaus - A polícia informou que Roberto Siqueira "assumiu risco" ao manusear a espingarda caseira que efetuou o disparo contra Yasmim Vitória Garcia da Rocha - que morreu na segunda-feira (20) em Manaus. Siqueira é padrasto da menina, de três anos, e foi preso horas após os crime. Ele deve ser indicado por homicídio doloso. 

    O delegado Paulo Martins, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), conversou com a imprensa nesta terça-feira (21) e disse que Siqueira foi informado de que a arma estava municiada e, mesmo assim, continuou mexendo no armamento. 

    "Ele fala que estava manuseando a arma caseira que estava no interior da residência e infelizmente essa arma disparou. Assim que a Polícia Militar soube do fato, fez a prisão do suspeito e trouxe ele para cá. Ao manusear a arma de fogo, ele assumiu o risco de causar o evento", disse Martins. 

    Polícia informou que Roberto Siqueira "assumiu o risco" ao manusear a espingarda
    Polícia informou que Roberto Siqueira "assumiu o risco" ao manusear a espingarda | Foto: Divulgação

    O delegado afirmou ainda que a mãe de Yasmim e um outro morador da casa onde ocorreu o disparo já foram ouvidos.

    "A companheira dele [Roberto] estava próximo. Um outro cidadão que é morador da comunidade também estava próximo e presenciou os fatos. Segundo eles, realmente a arma disparou acidentalmente. A companheira dele foi ouvida e está muito abalada. Ela também alega que o tiro foi acidental", contou. 

    O proprietário da arma já foi identificado. Segundo Paulo Martins, a espingarda caseira era utilizada para caçar.

    Roberto Siqueira foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio doloso e deve passar por audiência de custódia. 

    O caso

    Yasmim estava em um sítio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, juntamente com a mãe e o padrasto. Conforme a polícia, a menina foi baleada por volta das 14h30 e foi levada pela avó materna até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales. Posteriormente, a menina foi transferida para o Hospital e Pronto-Socorro da Criança, no bairro Compensa, também na Zona Oeste, onde não resistiu e morreu por volta das 19h. 

    Policiais da 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foram acionados e se deslocaram até o sítio onde ocorreu o disparo que atingiu a menina. No local, eles apreenderam a arma, mas não encontraram o padrasto da criança. O jovem foi localizado na casa onde mora, na comunidade Jesus Me Deus, Zona Norte da capital, onde ele se entregou.  

    Inicialmente, o suspeito foi levado para a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e, depois, encaminhado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), onde o caso deve ser investigado. 

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