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    Desaparecimento


    Mãe acredita que filho desaparecido tenha sido executado e pede ajuda

    A mãe de Salomão da Silva Santos acredita que o filho esteja enterrado em uma área de mata no Iranduba, que supostamente funciona como cemitério clandestino. Ela pede que a polícia faça buscas com cães farejadores no lugar

    Salomão está desaparecido desde o dia 22 de junho deste ano
    Salomão está desaparecido desde o dia 22 de junho deste ano | Foto: Divulgação

    Iranduba - Dor, angústia e medo são os sentimentos que imperam todos os dias no coração da mãe de Salomão da Silva Santos, de 27 anos. Maria da Silva*, de 59 anos, que faz tratamento contra um câncer, contou ao Em Tempo detalhes sobre a verdadeira luta que a família vem enfrentando por notícias do paradeiro dele. Salomão desapareceu na noite do dia 22 de junho deste ano, quando saiu da casa onde morava em Iranduba (distante 27 quilômetros em linha reta de Manaus). A mãe acredita que ele tenha sido executado e enterrado por traficantes em um cemitério clandestino

    A mulher explicou que, no dia do desaparecimento, o filho saiu acompanhado de uma mulher que era conhecida dele. Para ela, essa pessoa teria sido utilizada como isca para uma emboscada feita pelos criminosos. Menos de três meses antes, Salomão foi brutalmente espancado por criminosos e teve a cabeça e braços lesionados. Salomão tem duas passagens criminais, sendo uma por porte ilegal de arma de fogo e outra por roubo. 

    "Nunca nem vi delegado. Já fui na delegacia e não tive resposta alguma. Só falam que estão investigando e mandam eu ir para casa. Repassamos a informação desse local utilizado por criminosos para enterrar corpos, mas simplesmente não fizeram nada. Não aguento mais esse sofrimento, só vivo a base de remédios. Tenho câncer e, antes de eu entrar no hospital, que deve ocorrer no mês que vem, quero ter uma resposta. Eu fui ameaçada, tive que sair da minha casa. Eu só queria saber do corpo meu filho, não quero briga com ninguém. Faço esse apelo para quem souber algo, pois ouviram os gritos dele no dia que ele desapareceu", clamou a mãe. 

    A mãe de Salomão revelou à reportagem que recebeu notícias de que a mulher com quem Salomão saiu foi até o hospital no dia do desaparecimento dele e perguntou se o rapaz estava no necrotério. Ela teria prestado depoimento à polícia e, segundo a mãe dele, informou que nem o conhecia. Por outro lado, Maria* afirma que a mulher frequentava a casa dela constantemente.

    "Tenho certeza que essa mulher levou meu filho para a morte. Eu sei que meu filho está enterrado lá. Meu filho nunca ficou longe de casa. Ele já foi preso, teve amizade com essas pessoas erradas e eu acredito que ele tenha morrido por conta disso. Há algum tempo, esses mesmos criminosos estavam na minha casa e foram presos. Meu filho como não tinha nada, foi liberado. Eles acreditam que meu filho denunciou o ponto de venda de drogas dele, mas eu sei que ele não fez isso. Eu sei que o corpo do meu filho está lá, eu tenho certeza. Peço às autoridade que procurem o corpo dele", concluiu.

    Salomão tem uma filha de 5 anos e seis irmãos. A mãe dele teve que deixar a casa onde moravam devido às ameaças. Segundo a família, eles foram até a Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIP-Cães) solicitar buscas nessa área de mata, onde acreditam que Salomão tenha sido enterrado, mas eles alegaram que precisam da requisição do delegado do município.

    Investigações

    A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil do Amazonas para questionar sobre o andamento das investigações e sobre a denúncia do cemitério clandestino. No entanto, o órgão se limitou a dizer que, de acordo com o delegado Geraldo Eloi, titular da 31ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Iranduba, o caso segue em investigação e mais informações não poderão ser repassadas. Nenhum dos questionamentos foi respondido pela assessoria. 

    *Nome fictício para preservar a fonte

    Assista a reportagem com a mãe de Salomão:

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