Conflito


PMs são mortos em confronto com traficantes no interior do Amazonas

Informações preliminares, ainda não confirmadas pelas autoridades, dão conta que além dos policiais também há suspeitos mortos e feridos na região

Os PMs ainda foram socorridos para o hospital de Nova Olinda do Norte
Os PMs ainda foram socorridos para o hospital de Nova Olinda do Norte | Foto: Divulgação

Nova Olinda do Norte - Enquanto realizavam uma operação no município de Nova Olinda do Norte (a 135 quilômetros de Manaus), equipes da COE e do Batalhão Ambiental da Polícia Militar foram alvos de um ataque, na noite desta segunda-feira (3), no Rio Abacaxis. Dois policiais militares foram mortos e outros dois estão feridos após o intenso confronto com traficantes.

Informações preliminares, ainda não confirmadas pelas autoridades, dão conta que além dos policiais também há suspeitos mortos e feridos na região. Os PMs ainda foram socorridos para o hospital de Nova Olinda do Norte, onde o caso rapidamente ganhou repercussão  na cidade. Uma multidão se aglomerou em frente da unidade de saúde. Os policias feridos aguardam transferência para a capital.  

Posicionamento

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que secretário de segurança pública, coronel Louismar Bonates, determinou a adoção de todas as medidas para o resgate dos militares. Os dois policiais que ficaram feridos, um no braço e outro no pescoço, receberam os atendimentos médicos e estão vindo para Manaus.

O Comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ayrton Norte, embarca nesta terça com reforço policial para nova operação policial na região.

Área perigosa 

O ataque aconteceu uma semana depois do pescador esportivo Saulo Moyses Rezende da Costa, de 36 anos, ter sido baleado no rio Abacaxis. A vítima denunciou a pratica de milicianos naquela localidade. 

No dia do fato, Rezende estava acompanhado de um grupo de amigos. Eles se deslocaram para o local por meio de duas lanchas. Na entrada do rio, eles foram bloqueados e intimidados por pessoas que se descreveram como “líderes” da comunidade. Os suspeitos foram identificados apenas como “Bacural” e “Maria”.

Conforme a denúncia da vítima feita à Polícia Civil, o ataque foi ordenado por um grupo de milicianos que quer se apropriar, de forma indevida, de uma área da União.