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    Alta periculosidade


    Líder de facção criminosa, 'Anjinho' é preso novamente em Manaus

    O criminoso estava foragido desde abril deste ano, quando conseguiu obter liberdade provisória para se tratar de um câncer na cabeça

    ‘Anjinho’ foi capturado no conjunto Nova República
    ‘Anjinho’ foi capturado no conjunto Nova República | Foto: Divulgação

    Manaus - Após sair do presídio para se tratar de um câncer na cabeça, o líder de uma facção criminosa, Felipe Batista Ribeiro, mais conhecido como “Anjinho”, foi preso na quinta-feira (13). Segundo a polícia, mesmo doente, o criminoso estava atuando no tráfico de drogas do Centro de Manaus e em áreas do bairro Compensa.

    ‘Anjinho’ foi capturado no conjunto Nova República, no Distrito Industrial, após investigações do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Ele estava foragido desde abril deste ano, quando conseguiu obter liberdade provisória para se tratar da enfermidade.

    “Ele tem um tumor no cérebro e sempre usa a doença para conseguir a liberdade. Mas mesmo com o câncer, ele estava liderando uma facção em todo o Amazonas”, explicou o delegado Marcelo Martins, titular do 24º DIP. 

    Além de atuar no tráfico de drogas, ‘Anjinho’ também é envolvido em vários homicídios. Ele deve ser interrogado nesta sexta-feira (14) na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

    “É um criminoso de alta periculosidade e que já possui dois mandados de prisão em aberto. Esperamos agora ele fique encarcerado por um bom tempo”, disse Martins.

    Massacre 

    "Anjinho" é suspeito de participar de 10 homicídios em Manaus. Ele é apontado como um dos líderes do massacre nos presídios do Amazonas, nos dias 26 e 27 de maio de 2019, que resultou na morte de 55 internos.

    Família no crime

    De acordo com a polícia, Felipe é filho do traficante Sebastião Ribeiro Marinho Filho, o “Velho Sabá”, de 53 anos, que foi morto durante o massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jombim (Compaj), ocorrido no dia 1º de janeiro de 2017, que resultou na morte de outros 56 detentos.

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