Operação "Cyber 241"


Professor que compartilhava vídeos eróticos de crianças é preso no AM

Suspeito disse à polícia que estava "investigando" pessoas que tinham interesse no material

Operação Cyber 241 foi deflagrada nesta segunda-feira (31)
Operação Cyber 241 foi deflagrada nesta segunda-feira (31) | Foto: Yasmin Feitosa

Manaus - A operação "Cyber 241" cumpriu na manhã desta segunda-feira (31) a prisão preventiva do professor de matemática Edvaldo Batarello, por armazenar e compartilhar conteúdo pornográfico infantil. A prisão aconteceu na Rua Dois de Agosto, comunidade da União, bairro Parque 10 de Novembro - Zona Centro-Sul. O professor alegou à polícia que estava "investigando" pessoas que tinham interesse no material.

De acordo com a Polícia Civil, o homem passou a ser investigado após denúncias anônimas serem realizadas na Delegacia Interativa (DI). Ana Cristina Braga, titular da unidade, informou que o homem atua também como analista de sistema e compartilhava o conteúdo para diversas pessoas direcionadas - utilizando e-mails - desde 2019. 

Durante interrogatório, o homem disse que estaria "investigando" pessoas que tinham interesse no material. 

"Ele não tinha mais o que relatar e alegou que a divulgação que ele fez desses vídeos pornográficos, contendo sexo explícito de crianças, tinha o intuito de investigar pedófilos na internet, repassando esses vídeos para ver quem teria interesse", disse a delegada. 

Ainda segundo a delegada, o homem conseguia o material em salas virtuais. "Ele recebeu esses vídeos através de e-mails de pessoas na 'DeepWeb' (...) Existem salas específicas para esse tipo de crime pornográfico, com salas virtuais de cunho erótico, onde há vários criminosos. Ele encaminhou também via Skype para terceiros", explicou. 

Ana Cristina Braga afirmou ainda que o material apreendido na operação não foi produzido pelo suspeito. Entretanto, a delegada ressaltou que armazenar ou transmitir conteúdo pornográfico infantil é considerado crime, previsto no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

As investigações da operação "Cyber 241" duraram cerca de 30 dias. Na casa de Batarello, a polícia apreendeu vários dispositivos de mídia, que serão inspecionados pelos investigadores. 

O professor será encaminhado para a Central de Recebimento e Triagem (CRT), onde ficará a disposição da Justiça. 

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