'Queremos Justiça'


Parentes de mulher morta a facadas pelo ex fazem protesto em Manaus

Jacira Souza de Lima foi assassinada com quase 30 facadas no município do Careiro

Familiares protestaram em frente à DEHS
Familiares protestaram em frente à DEHS | Foto: Yasmin Feitosa

Manaus - Na manhã desta quinta-feira (3), familiares de Jacira Souza de Lima - assassinada pelo próprio companheiro com quase 30 facadas - pediram justiça durante um protestos realizado em frente à sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), na Zona Leste da capital. 

Com cartazes, gritos e lágrimas nos olhos, os parentes de Jacira pediram que o assassino confesso,  Augustinho Filho Rodrigues Saraiva, de 32 anos, pague pelo crime cometido.

Segundo a irmã de Jacira, a vítima teve um último momento em família durante um passeio no lago do Mira. "Ela estava tão feliz no lago, nós brincamos e [ela] disse pra mim: 'Mana, eu só quero ser feliz, muito obrigado, foi o dia mais feliz da minha vida'. Eu amava muito minha irmã", disse Rosalima de Souza. 

A mãe da vítima, também muito abalada, esteve presente no protesto e, em prantos, fez um apelo em frente às câmeras, baseado no relacionamento conturbado de Jacira e Augustinho. 

"O recado que eu dou é que não façam isso. Se não quer a mulher, caia fora e deixa ela seguir o caminho dela. Eu tive meu marido e não quis mais ele, e nada aconteceu comigo. O homem que é homem, não bate [em] mulher e não fura mulher. Ele foi covarde nessa hora", disse a mãe da vítima. 

O caso tomou novos rumos após Augustinho confessar o crime na DEHS, por medo de ser agredido ou morto. 

Inconsolados, familiares e amigos de Jacira gritavam: "Monstro. Queremos justiça". 

O assassinato

Augustinho Filho Rodrigues Saraiva confessou ter assassinado a ex-companheira no último domingo (30), com pelo menos 30 facadas, na comunidade Lago Preto, no município do Careiro. Acompanhado de um advogado e de familiares, ele se apresentou à polícia na tarde desta quarta-feira (2), no prédio da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga o crime.

O suspeito teria procurado os irmãos, que moram na capital, para pedir ajuda e se entregar à polícia. Na delegacia, os irmãos dele falaram com a imprensa e afirmaram que Augustinho deve "pagar" pelo crime cometido.

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