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    Caso Flávio


    'Caso Flávio é digno de roteiro de Hollywood', diz defesa de Alejandro

    A defesa de Alejandro Valeiko resolveu se posicionar, após receber uma série de questionamentos da imprensa, sobre o laudo de reprodução e simulação do crime

     

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    Manaus - Sem explicações claras sobre o que, de fato, teria motivado a morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, a defesa de Alejandro Valeiko Molina, filho da primeira-dama do município Elizabeth Valeiko, associou o "Caso Flávio", como ficou conhecido, a um "roteiro digno de Hollywood" - local que se tornou famoso mundialmente pela concentração de empresas do ramo cinematográfico. 

    Para o advogado de defesa Renato Martins, que participou de uma coletiva de imprensa on-line na manhã desta sexta-feira (30), cada investigado tem visões diferentes da dinâmica dos fatos.

    "Até o momento não há uma justificativa para o crime e isso torna ainda mais violento o que fizeram com o Flávio. A única resposta que surgiu foi a do depoimento de Elizeu da Paz, que relatou que estava cansado das festas e queria 'dar um susto' no Alejandro, mas que  situação saiu do controle e aconteceu a morte trágica. É uma história digna de roteiro de Tarantino, de Hollywood, sem explicação. E o Alejandro está respondendo por coisa que ele não fez", disse Martins. 

    A defesa de Valeiko resolveu se posicionar, após receber uma série de questionamentos da imprensa, sobre o laudo de reprodução e simulação do crime. O documento foi concluído no dia 19 de outubro de 2020, um pouco mais de um ano do crime que resultou na morte do engenheiro.

    Para o advogado de defesa Renato Martins, em coletiva online
    Para o advogado de defesa Renato Martins, em coletiva online | Foto: Reprodução

    'Polícia errou'

    Martins ressaltou que a perícia comprova que Alejandro desde o primeiro momento falou a verdade sobre os fatos e que não teve participação na morte de Flávio. O advogado salientou, ainda,  que a polícia teria errado ao indiciar o filho da primeira-dama por omissão de socorro. 

    "A polícia está errada e equivocada. Você só acusa alguém de omissão, quando se coloca responsável por essa pessoa. O Alejandro não era babá ou segurança de ninguém. Ele também não convidou ninguém para ir à casa dele. Ele não tinha obrigação de defender e essa acusação juridicamente não está correta", disse.

    A defesa também atribuiu a uma falha da polícia o fato da casa de Alejandro não ter sido isolada logo após o fato. No local, segundo o advogado, foram encontrados DNA de Flávio. 

    "Os peritos encontraram vários vestígios na casa do Alejandro, fragmentos semelhantes a sangue, porque não afirmam categoricamente se era de fato sangue. Há também vestígios do DNA do Flávio em um sapato, mas também não afirmam se era ou não sangue, mas isso não surpreende ninguém, porque o engenheiro estava lá. E se o laudo tivesse mostrado se ali ele estivesse sido ferido, não mudaria nada, porque não foi o Alejandro que o feriu", contou Martins. 

    A defesa agora tenta obter as provas do processo para apresentar uma resposta à acusação. "Estamos insistindo ao acesso as provas. Toda e qualquer prova vai mostrar que Alejandro não cometeu crime nenhum", concluiu o advogado. 

    O caso 

    O crime aconteceu no dia 29 de setembro do ano passado, depois de Flávio ter participado de uma festa na casa de Alejandro, no condomínio Passaredo, bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus. Conforme a perícia, o engenheiro morreu no local onde o corpo foi encontrado, já na tarde do dia 30, em um terreno baldio, no bairro Tarumã, mesma zona.

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