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    Justiça


    Desembargador do Amazonas volta atrás e suspende liberdade de 'Mano G'

    Depois da suspensão da decisão, que o desembargador Sabino Marques havia tomado de forma monocrática, um novo mandado de prisão será expedido em nome de Gelson Carnaúba

    A defesa argumentou haver excesso de prazo na prisão de "Mano G"
    A defesa argumentou haver excesso de prazo na prisão de "Mano G" | Foto: Divulgação

    Manaus - Em menos de 24 horas após a divulgação de que havia concedido Harbeas Corpus ao narcotraficante Gelson Carnaúba, conhecido como "Mano G", o desembargador Sabino da Silva Marques voltou atrás e revogou a própria decisão, na nesta quarta-feira (16). O juiz suspendeu a liminar que poderia significar a soltura do detento apontado como um dos líderes do massacre de presos em presídios de Manaus em 2017.

    Segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam), a decisão do desembargador ocorreu após ele acatar um parecer do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM), realizado por meio de um recurso de agravo regimental. 

    Depois da suspensão da decisão que Sabino Marques havia tomado de forma monocrática, um novo mandado de prisão será expedido em nome de Carnaúba.  

    O pedido de habeas corpus havia sido solicitado pelo advogado do narcotraficante, Elzu Souza Alves. A defesa argumentou haver excesso de prazo na prisão de "Mano G", que aguarda o julgamento no presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, há três anos.

    Histórico 

    “Mano G”é considerado um dos criminosos do sistema penitenciário de alta periculosidade, e também é um dos fundadores da facção Família do Norte (FDN). Ele deixou a organização após uma briga com os outros líderes: João Pinto Carioca, o “João Branco”; e José Roberto Fernandes, o “Zé Roberto da Compensa”, e passou a integrar o Comando Vermelho (CV).

    Com a briga, houve um racha entre as duas facções, que até então eram aliadas. Atualmente, de acordo com a polícia, as duas organizações disputam o domínio do tráfico de drogas no Amazonas.

    Acusado de ser um dos mentores da chacina do Compaj, ocorrida no dia 25 de maio de 2002, quando 14 pessoas foram executadas, Carnaúba conseguiu fugir da penitenciária, com cinco comparsas, por um buraco cavado do setor do regime fechado para o semiaberto, de onde pularam o muro e foram resgatados por comparsas que estavam em veículos não identificados. 

    "Mano G" foi preso pela Polícia Federal em 8 de janeiro de 2015 quando desembarcava no aeroporto de Natal (RN), vindo de um voo do Rio de Janeiro. Posteriormente, ele foi transferido para a penitenciária federal de Catanduvas (PR) e depois para a unidade de Campo Grande, onde ainda se encontra.  

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