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    Assassinato


    Homicídio de pediatra pode ter relação com denúncia de abuso sexual

    O médico denunciou um abuso sexual à família sobre uma criança atendida por ele. A morte pode ter sido vingança

    O irmão da vítima, o cirurgião-dentista Lula Teixeira, de 48 anos, acredita que a denúncia deveria ter sido a motivação do crime
    O irmão da vítima, o cirurgião-dentista Lula Teixeira, de 48 anos, acredita que a denúncia deveria ter sido a motivação do crime | Foto: Arquivo pessoal

    BAHIA - Morto a tiros dentro de um consultório, na última quinta-feira (23), o pediatra Júlio César de Queiroz Teixeira, de 44 anos, pode ter sido vítima de uma vingança. O médico foi assassinado em Barra, na Zona Oeste da Bahia, e a causa poder ser devido um alerta à família sobre uma criança atendida por ele, que apresentou sinais de abuso sexual. O caso teria ocorrido no ano de 2016, no município de Buritirama, que fica na mesma região. 

      O assassinato aconteceu após um paciente sair do consultório e logo em seguida o suspeito entrou, e disparou várias vezes contra o médico, de acordo com a polícia. Um dos tiros atingiu a cabeça de Júlio César. Ele chegou a ser socorrido por outros funcionários da clínica e foi levado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.  

    O irmão da vítima, o cirurgião-dentista Lula Teixeira, de 48 anos, acredita que a denúncia deveria ter sido a motivação do crime. Para ele, era uma obrigação do irmão alertar a família da criança e, possivelmente, acabou perdendo a vida por isso. 

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    Apareceram muitas conversas aqui que estão investigando para realmente saber o que aconteceu. Teve essa conversa de que a criança chegou molestada e ele falou que tinha que ir para Irecê [cidade no centro-norte da Bahia], que Irecê que tinha o departamento para investigar, ver direito, né? Mas isso tem um tempo, porque ele como médico tem por obrigação ver uma questão dessa e alertar a mãe e o pessoal para procurar a polícia. "

    Lula Teixeira, Irmão da vítima

     

    Lula Teixeira contou ao G1, que a esposa da vítima trabalhava como enfermeira, e sempre participava dos atendimentos de Júlio César, e que presenciou o crime, que aconteceu na cidade de Barra. Além dela, dois funcionários e uma criança, que estava acompanhada por responsável, presenciaram o assassinato.  

    Após as declarações da família, a Polícia Civil da Bahia investiga o caso e busca os suspeitos. De acordo com o delegado titular de Barra, Jenivaldo Rodrigues, na época em que a situação ocorreu em Buritirama, Júlio César não procurou a polícia para prestar queixa sobre possíveis ameaças que teria recebido. Agora, a polícia deve procurar pela família da criança que teria sofrido o abuso há cinco anos.


    *Com informações do G1

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