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    improbidade administrativa


    Votação para cassar o mandato de 'Chico Doido' começa com tumulto

    Familiares e secretários do prefeito de Iranduba lotaram a sessão na Câmara Municipal e causaram desentendimentos com a oposição

    O prefeito é acusado de desviar em torno de R$ 1.900.000 da previdência
    O prefeito é acusado de desviar em torno de R$ 1.900.000 da previdência | Foto: Divulgação

    Manaus - A sessão para votar sobre o deferimento da cassação do mandato do prefeito de Iranduba, Francisco Gomes da Silva (DEM), conhecido como "Chico Doido", começou com um princípio de tumulto na manhã desta sexta-feira (14). A Câmara Municipal de Iranduba irá avaliar se as denúncias de improbidade administrativa contra o parlamentar procedem ou não.

    O plenário ficou cheio com a maioria de apoiadores do prefeito. Membros da oposição foram impedidos de entrar no local, que teve as portas trancadas. A denunciante alegou que o prefeito obrigou secretários e familiares a lotar a Câmara e por isso houve desentendimentos.

    Com mais de uma hora de atraso, a sessão abriga 13 vereadores para compor o plenário em reunião extraordinária. Caso a medida seja positiva à cassação, o prefeito perderá o cargo público e pode ser obrigado a ficar de oito a dez anos sem participação política e devolver em até três vezes o valor do recurso desviado.

    De toda a bancada legislativa, dois vereadores fazem oposição ao chefe do Executivo Municipal. Um deles, George Reis (PV), falou que já está provado o não repasse do dinheiro público pelo vereador. 

    "No mês passado, recebemos uma denúncia de uma servidora pública em que o prefeito recolheu cerca de R$ 1.900.000 do Inprev (Instituto de Previdência de Iranduba), porém não repassou aos colaboradores. O próprio Inprev foi oficializado em resposta confirmando a informação. Ele realmente se apropriou indevidamente dos recursos", comentou. 

    Ele orientou que a Câmara está fazendo seu papel de agente fiscalizador na apuração dessa denúncia. O presidente do plenário, Alessandro Pereira Carbajal (Podemos), convocou na última segunda-feira (10) todos os participantes para decidirem o resultado frente às denúncias recebidas pela comissão processante. 

    O prefeito recebeu o direito de resposta de dez dias para se posicionar à Câmara. A reportagem tentou contato com a bancada favorável do prefeito e com a assessoria dele, mas não obteve retorno. O espaço fica aberto para que Chico Doido se manifeste sobre o caso. 

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