Fonte: OpenWeather

    Com a palavra


    Alessandra afirma que fará parceria com Wilson Lima, mas sem submissão

    Eleita 1ª vice-presidente da Aleam, a deputada fala sobre o aumento da representatividade feminina na Casa e reforça parceria com governo Wilson Lima (PSC)

     Alessandra Campêlo fala sobre o perfil de atuação adotado pelas deputadas da Casa
    Alessandra Campêlo fala sobre o perfil de atuação adotado pelas deputadas da Casa | Foto: Ione Moreno


    Manaus -Parlamentar reeleita para o cargo de deputada estadual, Alessandra Campêlo (MDB) viu de perto o crescimento da representatividade feminina na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Única mulher no legislativo até o ano passado, hoje ela conta com o apoio das deputadas Dra. Mayara Pinheiro (PP), Joana D’Arc (PR) e Professora Therezinha Ruiz (PSDB) para dar voz às mulheres amazonenses no parlamento.

    Ao EM TEMPO, a recém-eleita 1ª vice-presidente da Aleam fala sobre as principais metas da Casa para o biênio 2019-2020, o trabalho à frente da Comissão da Mulher e reafirma postura de parceria com o governo de Wilson Lima (PSC).

    EM TEMPO – Quais são as metas propostas para o biênio em que você e o deputado Josué Neto (PSD) estarão à frente dos trabalhos da Casa?

    AC – Devemos modernizar a gestão, sair do papel e ir para o tecnológico. Isso é uma questão e responsabilidade socioambiental. O presidente também quer uma assembleia mais ativa e presente na vida das pessoas, fazendo com que a sociedade saiba o papel da Aleam e os direitos que elas têm, para que entendam que muitas coisas vieram através de leis aprovadas aqui.

    O que queremos é que a Assembleia seja respeitada como um poder e aproximá-la das pessoas. É um dos nossos desafios torná-la de fato a casa do povo, onde a população se sinta representada.

     Alessandra comentou o aumento da representatividade feminina no parlamento
    Alessandra comentou o aumento da representatividade feminina no parlamento | Foto: Ione Moreno


    EM TEMPO – Como parlamentar, qual pode ser sua contribuição na resolução da crise que afeta a saúde pública no Amazonas?

    AC – A presidente da Comissão da Saúde é uma mulher, a Dra Mayara Pinheiro (PP), que embora seja nova no parlamento, é médica e muito capacitada. Temos tomado a frente e trabalhado para que a saúde não pare, assim como para ajudar o governo a regularizar os pagamentos.

    Estamos tentando ser intermediadoras disso tudo. Queremos também ser a voz da população. Nossa intenção é ter uma relação de parceria com o Governo, e não de subserviência.

    EM TEMPO – A Aleam agora possui quatro deputadas. Como você enxerga o aumento da representatividade feminina no parlamento?

    AC– Isso é resultado, primeiramente, da conscientização da população em eleger mais mulheres. Acredito que isso se deve também a uma luta de todas as parlamentares do Brasil e do movimento feminista pelo aumento da participação da mulher na política. E também pelo fato do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter tomado a decisão de destinar no mínimo 30% do fundo partidário e do fundo especial de financiamento de campanha às candidaturas femininas, o que fez com que muitas mulheres tivessem recursos para fazer suas campanhas, coisa que não havia antes.

    EM TEMPO – Qual será o perfil de atuação adotado por você e pelas outras três deputadas da Casa?

    Alessandra Campêlo – Já começamos mudando a Comissão da Mulher, que antes tinha a mim como presidente e outros sete deputados, todos homens, entre membros e suplentes. Agora somos quatro mulheres na composição e um homem apenas. Acredito que dessa forma teremos mais força para tratar temas como políticas públicas para as mulheres em todas as áreas, seja na geração de emprego e renda, incentivo ao empreendedorismo, combate à violência contra a mulher e principalmente na questão da falta de assistência à saúde. O Amazonas ainda é um dos estados com maior índice de câncer de colo de útero. Essa é uma batalha de todos, mas com quatro mulheres na Casa teremos mais peso.

    EM TEMPO – Você foi reconduzida ao cargo de presidente da Comissão da Mulher. Quais serão as prioridades dessa comissão em 2019?

    AC – Vamos dar continuidade ao trabalho dos outros anos, elaborando projetos de lei, realizando audiências públicas, visitas para fiscalizar hospitais e escolas. Pretendemos realizar audiências públicas da Comissão da Mulher nos interiores, juntamente às outras deputadas, para ouvir as demandas. Vamos também intermediar os problemas que afetam diretamente as mulheres, construindo uma relação institucional com os órgãos que executam as políticas públicas.

    EM TEMPO – Como você enxerga o fato de que temos um governador novo na política, sem vínculo com gestões e grupos políticos anteriores?

    AC – O fato do governador ser novo e até mesmo não ter experiência política pode ser suprido a partir do momento em que ele consegue coordenar uma equipe preparada. Acredito que ele (Wilson Lima) tem sensibilidade, boa vontade e desejo de fazer as coisas acontecerem. A inexperiência dele é suprida pelos aliados políticos e agentes colocados em cada órgão. Já tivemos muita gente experiente, durante os governos de José Melo e Amazonino Mendes (PDT), que deixaram um caos.

    Acredito que durante o governo suplementar de Amazonino, por exemplo, a experiência ajudava, assim como o tino político, mas em compensação a equipe era ruim. Vimos que ser experiente quando o resto da equipe é ruim não adianta. Wilson Lima, apesar de inexperiente, tem uma boa equipe, bons parceiros políticos e consegue mexer bem nas peças para as coisas acontecerem.

     Alessandra falou também sobre o novo governador do Amazonas
    Alessandra falou também sobre o novo governador do Amazonas | Foto: Ione Moreno


    EM TEMPO – O que se pode esperar da sua gestão como 1ª vice-presidente da Aleam?

    AC – Na Mesa, quero defender todos os meus colegas, independentemente de serem situação ou oposição, enquanto parlamentares e representantes legítimos do povo. Não somos nomeados por presidente da república, governador ou prefeito. Fomos nomeados pelo povo para exercer um mandato de quatro anos.

    Enquanto parlamentar, vou defender o direito de todos os deputados e cobrar deles o dever de estar ao lado da população. Vou trabalhar para melhorar a imagem da Casa. A Alessandra que briga, que vai à tribuna, que fala alto continua aqui. Quando for preciso, peço licença da Mesa, chamo outra pessoa e vou à tribuna. Nunca vou utilizar a Mesa, minha função institucional, para fazer política.

    Leia mais

    Vídeo: Disputa pela presidência acirra ânimos na Assembleia do AM

    'Sou do MDB e vou apoiar candidatos do MDB', diz Eduardo Braga

    Em diplomação, Wilson Lima promete governo pautado na transparência