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    Grampo


    Deputados estaduais suspeitam que foram grampeados pela Seai

    Os deputados suspeitam que a ação foi realizada pelo secretário de Inteligencia, delegado Sandro Sarkis

    Deputados estaduais Dermilson Chagas (PP) e Wilker Barreto (Podemos) suspeitam de terem sido grampeados. | Foto: Reprodução

    Manaus - Os deputados estaduais de oposição ao Governo, Dermilson Chagas (PP) e Wilker Barreto (Podemos), suspeitam que foram grampeados de forma irregular pela Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai). O assunto foi abordado pelos parlamentares, na quinta-feira (6), na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM).

    Wilker Barreto, que é líder da oposição, ingressou com uma ação no Ministério Público do Amazonas (MP-AM), com pedido de urgência, solicitando uma investigação na Seai, que é ligada à Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

    De acordo com o deputado, é necessário que se faça uma ‘varredura’ no ‘Sistema Guardião’, que foi supostamente usada para grampear os telefones dos deputados. Na ação, o secretário de Inteligência, delegado Sandro Sarkis, é apontado como o responsável pelo grampo.

    “Nós temos indícios, se tivéssemos provas teríamos ingressado na Justiça. É notório que a indicação do secretário de inteligência foi política e não técnica. Não posso permitir um atentado à democracia”, disse o deputado.

    Ele ressaltou, ainda, que fez um pedido ao presidente da Assembleia, deputado Josué Neto (PSD), para que crie uma comissão para apurar os fatos junto ao Ministério Público. A sugestão de Wilker é que essa comissão seja comandada pelo deputado Delegado Péricles (PSL). O pedido vai ser apreciado pela Mesa Diretora da Casa apenas na próxima terça-feira (11). 

    E sua rede social, Dermilson Chagas criticou o Governo afirmando que ele está tentando ferir a prerrogativa de um deputado.

    “O governo usa o lado escuro do poder do Estado para tentar calar a oposição. Não irei me calar diante das irregularidades deste Governo, pois isso, é atacar e ferir a prerrogativa do deputado de fiscalizar e denunciar os atos irregulares do Poder Executivo. Cabe agora Ministério Público Estadual investigar essa suposta ação criminosa”, escreveu Dermilson.

    Se for comprovado que os telefones dos parlamentares foram grampeados, a ação pede que haja a responsabilização cível e criminal de quem ordenou o grampo. 

    Grampo em telefones

    A Constituição aponta que só quem pode determinar uma interceptação telefônica é um juiz, por iniciativa própria, ou a pedido de uma autoridade policial em caso de investigação, ou ainda por um representante do Ministério Público.

    A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública, mas ela comunicou que não vai se posicionar sobre o caso.

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