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    Jogos de Azar


    'É não', diz Silas Câmara sobre liberação de jogos de azar

    Silas Câmara informou que Jair Bolsonaro tem plena ciência da posição da Frente Parlamentar Evangélica, e não precisa nem mesmo “pedir opinião”

    Silas Câmara disse que o projeto não passa
    Silas Câmara disse que o projeto não passa | Foto: Divulgação

    Manaus- O presidente da Frente Parlamentar Evangélica (FPE) do Congresso Nacional, deputado federal Silas Câmara (Republicanos/AM), vem, a público, esclarecer a matéria publicada no Jornal Em Tempo desta terça-feira (3), sobre o apoio da bancada na liberação de jogos de azar.

    Em face da recente articulação da indústria da jogatina para a liberação dos cassinos e outros jogos de azar no Brasil, o líder da FPE mostrou uma posição firme sobre o assunto: “Nos levantaremos fortes e decisivamente contra os jogos de azar. A Frente Parlamentar Evangélica é absolutamente contra o vício, drogas, turismo sexual, escravidão e contra a miséria. E a jogatina é sinônimo de tudo isso. Somos a favor da vida, da família, da saúde social, e quem é a favor de tudo isso não pode compactuar com os jogos de azar. Conosco não tem conversa: é 'não' para qualquer coisa que afronte nossos princípios”, disse Silas. 

    Ainda de acordo com Silas, o presidente da República, Jair Bolsonaro, tem plena ciência da posição da Frente, e não precisa nem mesmo “pedir opinião”. “Ele tem 28 anos de Congresso e sabe o que nós pensamos: somos contra a instituição dos jogos de azar no Brasil. O que ele disse aos apoiadores dessa prática, pelo que sei, foi: ‘vão lá conversar com eles’. E com a gente não tem conversa.”

    O presidente Jair Bolsonaro tem plena ciência da posição da Frente
    O presidente Jair Bolsonaro tem plena ciência da posição da Frente | Foto: Divulgação

    Os riscos da liberação dos jogos de azar no Brasil

    A legalização da jogatina no Brasil propicia uma porta aberta para práticas de lavagem de dinheiro, evasão de receitas, sonegação fiscal  ou seja, crimes de colarinho branco e corrupção ativa e passiva. Esse é a posição de órgãos de fiscalização como o Ministério Público Federal (MPF), que afirma, nas notas técnicas nº 065/2016 e 97/2017, que o Brasil não possui capacidade, nem de mão-de-obra nem de ferramentas técnicas, para fiscalizar uma legalização dos jogos de azar. Nesse mesmo sentido, já se posicionaram a Receita Federal, a Polícia Federal  através da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF) e o antigo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), hoje Unidade de Inteligência Financeira (UIF).

    *Com informações da assessoria