Notas de Contexto


A força dos progressistas no Amazonas

Dirigido pelos irmãos-deputados, Átila Lins, presidente, e Belarmino Lins, secretário-geral, o partido detém a maior bancada de parlamentares da Aleam (Belarmino, Álvaro Campelo, Dermilson Chagas e Mayara Pinheiro) e quer ser protagonista nas eleições municipais deste ano

Ex-deputado Vicente Lopes | Foto: Divulgação

Manaus- A adesão de pesos pesados da política estadual, como o ex-deputado Vicente Lopes, dono de vários mandatos na Assembleia Legislativa, a se consumar nas próximas semanas, mostra o poder de articulação e a força do Progressistas, antigo PP, no interior do Estado.

Dirigido pelos irmãos-deputados, Átila Lins, presidente, e Belarmino Lins, secretário-geral, o partido detém a maior bancada de parlamentares da Aleam (Belarmino, Álvaro Campelo, Dermilson Chagas e Mayara Pinheiro) e quer ser protagonista nas eleições municipais deste ano, concorrendo com candidaturas fortes em vários municípios.

Ontem, Vicente confirmou à coluna sua filiação ao partido juntamente com outras lideranças que disputarão as eleições sob a bandeira progressista. Com domicílio eleitoral em São Gabriel da Cachoeira, Alto Rio Negro, a candidatura do ex-parlamentar no município é considerada “favas contadas”.

“O mais desigual”

À coluna Vicente Lopes explicou que São Gabriel é o município com a maior desigualdade social do país, segundo o IBGE; coeficiente de mortalidade infantil de 35 por cada 1000 nascidos vivos, três vezes maior que a de Manaus e dez vezes maior do que o melhor índice na América do Sul.

Conforme ele, 53% da população vive com mais de um salário mínimo; menos de 10% da população tem emprego formal e na educação um quadro sombrio: 14% de analfabetismo, professores que só recebem 10 meses por ano.

Combate ao desemprego

Vicente Lopes considera vital o combate ao desemprego em São Gabriel da Cachoeira, bem como reduzir drasticamente a mortalidade infantil, retirando o município da vergonhosa posição de mais desigual do país.

“É preciso revolucionar a educação municipal, é preciso reverter as estatísticas ruins sobre a mortalidade, é preciso fazer com que a educação melhore e os servidores, que hoje são mal pagos, passem a ter salários melhores em relação às suas necessidades”, comentou o ex-parlamentar à coluna.

“Não é a minha pauta”

Ao contrário do que divulgou o site O Antagonista, não procede a união entre o deputado federal Marcelo Ramos (PL) e o vice-prefeito de Manaus, Marcos Rotta (DEM), com vistas às eleições municipais deste ano.

Marcelo disse, incisivo, à coluna: “Tenho amizade e simpatia pelo Rotta, mas meu apoio passa pelo meu partido. Eleição ainda não é minha pauta”. Segundo o site, o parlamentar estaria muito propenso a firmar uma aliança majoritária com o vice demista.

“Não tem veto, mas também não tem apoio. Simplesmente não tratei de eleições 2020 nem com o Rotta nem com ninguém, não é minha pauta”, comentou Marcelo, encerrando o assunto.

Alfredo na mutuca

A coluna apurou que o presidente estadual do PL, Alfredo Nascimento, ainda não esgotou suas rodadas de conversas com o prefeito Arthur Neto (PSDB).

A troca de figurinhas prossegue nos bastidores. Alfredo sonha com o apoio de Arthur à sua pretensão de disputar a sucessão do atual mandatário da capital.

Governo dentro da lei

Apesar das manifestações em contrário do TCE-AM e do MPAM, o vice-governador Carlos Almeida e o titular da Susam, Rodrigo Tobias, garantem que o Governo do Estado agiu de acordo com a lei durante todo o processo de construção da contratação de 3 mil técnicos de enfermagem.

O início do processo de comunicação aos órgãos de controle começou em fevereiro de 2019 com uma audiência pública na Assembleia Legislativa e, depois, em setembro, também na Aleam, o atual comandante da Susam avisou sobre a proposta do Governo do Estado com relação às contratações.

Correria no Vasco Vasques

Desde as 2 horas da madrugada de ontem, trabalhadores da saúde fizeram fila no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques disputando a preferência para o atendimento que iniciou às 8 horas e prolongou-se até às 17.

Representantes da Susam, Sead e PGE tiveram que se desdobrar para atender às demandas dos trabalhadores em busca de contrato com o governo, na esperança de receber os salários em dia, sem o drama que os infelicitou sob o jugo das empresas terceirizadas.

TCE desautoriza

Em nota distribuída à imprensa na manhã de ontem, o presidente do TCE-AM), conselheiro Mario de Mello, desautorizou a contratação dos profissionais de enfermagem.

“O TCE desconhece qualquer autorização que a Corte de Contas tenha emitido ao Governo do Amazonas para contratação direta de servidores temporários para a Secretaria de Saúde do Estado”, afirmou Mello na nota.

Ferraz no Iranduba

Enquanto alguns colegas curtem o recesso legislativo em outras regiões do país, o deputado estadual Augusto Ferraz (DEM) está há dias em contato direto com a população de Iranduba.

Pré-candidato à Prefeitura local, Ferraz quer aproveitar o máximo do recesso para articular apoios à sua investidura. Seu principal rival é o ex-deputado Nonato Lopes (MDB), detentor de três mandatos no município.

Therezinha e o Fundeb

O pagamento do abono salarial aos professores e pedagogos da rede estadual de ensino, com recursos do Fundeb, foi uma sugestão apresentada à Assembleia Legislativa pela deputada professora Therezinha Ruiz (PSDB) em junho passado.

A medida, confirmada na terça-feira (7) pelo Governo do Estado, beneficiará 30 mil profissionais da educação.

Em paz com a LRF

A garantia do pagamento do abono foi dada pelo secretário estadual de Fazenda, Alex Del Giglio, após várias reuniões com os deputados, analisando a situação orçamentária do Estado, para não conflitar os reajustes com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Conforme o titular da Seduc, Vicente Nogueira, serão rateados R$ 23 milhões em forma de abono salarial, com valores de R$ 750 a R$ 2.250, de acordo com a carga horária dos educadores.

Jogos de azar

Coloridos, engraçados e recheados de promessas de ganhos financeiros fáceis. Assim são os jogos de azar oferecidos clandestinamente nas grandes cidades. Com nomes e dinâmicas de disputa variadas, esses jogos acabam sendo disfarce para estelionatários aplicarem golpes.

O delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia Civil, diz que, cada vez mais, a polícia está alerta contra esse tipo de golpe que pode ser penalizado com até cinco anos de prisão.

Os jogos de azar são uma contravenção penal e, em alguns casos, também podem ser enquadrados como crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal Brasileiro.