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    Dança das cadeiras


    Membros do diretório municipal do PMN renunciam após saída de Amil

    A decisão ocorreu após o empresário Orsine Júnior, braço direito de Amazonino, ser indicado como presidente estadual do PMN

    O diretório empossado em setembro do ano passado renunciou
    O diretório empossado em setembro do ano passado renunciou | Foto: Amanda Monteiro


    Manaus - Após a direção nacional do Partido da Mobilização Nacional (PMN) tomar a decisão de afastar, de forma imediata e sem prestar esclarecimentos, o advogado Marcelo Amil da presidência estadual, os integrantes do diretório municipal da sigla divulgaram, nesta quarta-feira (4), uma carta aberta à sociedade sobre o pedido de renúncia dos cargos. 

    A decisão ocorreu após o empresário Orsine Júnior, braço direito de Amazonino, ser indicado como presidente estadual do PMN. De acordo com o sociólogo Luiz Carlos, a decisão partiu da forma como a diretoria nacional decidiu fazer as mudanças na sigla sem que os filiados e o próprio regimento do partido fossem respeitados.

    "Um partido que não leva a sério o estatuto partidário e não respeita os seus filiados não é um partido mas, uma aberração institucional. Foi por isso que decidimos também deixar o partido. Isso não pode ter sido sempre assim e se isto continuar, o povo estará desamparado, sem forças para resistir. Isto deve mudar e a nossa resistência em não aceitar a política tradicional é um esforço para ser diferente", declarou.

    Por meio de uma carta renúncia, os membros Luiz Carlos Marques (presidente); Fredson Cumapa (vice-presidente); Afabiola Silva (tesoureiro-geral); Carlos Henrique Santos (secretário-geral) e Camila Pereira (vogal) que encabeçavam o diretório do partido em Manaus desde setembro do ano passado explicam o porquê da decisão.

    "Um partido político sério é regido pelo seu estatuto partidário. Um partido sério, repetimos. O PMN, ao fazer uma intervenção no Diretório Estadual do Amazonas, para entregá-lo às velhas oligarquias do Estado, rasga o seu estatuto e se deixa levar pelo poder econômico.

    Em seu artigo segundo está escrito que 'o Partido da Mobilização Nacional, como instrumento de representação política, orientar-se-á por seu manifesto, seu programa e seus estatutos e demais diretrizes de ação política, social e econômica, de conteúdo nacional, democrático e socialista, devidamente aprovados por sua convenção nacional'.

    Está claro que não há democracia e muito menos princípios socialistas nesta atitude. Infelizmente, fomos usados com o fim de valorizar o produto para ser trocado no mercado aberto.

    Sonhamos construir um partido de base, em sintonia com os anseios do povo do Amazonas. Colocamos todos os nossos esforços e inteligência neste projeto, mas estamos sendo impedidos pela inveja e cobiça dos exploradores da miséria do povo.

    De alternativa de poder que éramos, o PMN volta a ser uma sigla de aluguel para encher o bolso dos membros do Diretório Nacional. A nossa consciência não está à venda, e este não é um partido sério, por isso, o diretório municipal de Manaus renuncia de forma coletiva ao seu mandato."

    *Com informações da assessoria