Fonte: OpenWeather

    Ações


    Parlamentares do AM pressionam Bolsonaro contra avanço do Covid-19

    Senadores e Deputados da bancada amazonense sugerem o fechamento de fronteiras e aeroportos, além de um plano de apoio na economia

    Senadores e Deputados da bancada amazonense sugerem o fechamento de fronteiras e aeroportos, além de um plano de apoio na economia | Foto: Montagem: Em Tempo

    Manaus - Nas redes sociais e no plenário, parlamentares da bancada Amazonense se posicionam sobre medidas preventivas do governo federal, para conter o avanço do Coronavírus no Brasil. O Presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido), vem minimizando o impacto do Covid-19, voltando a dizer que há uma “histeria” com a doença. O País já tem sete mortes confirmadas pelo vírus e cerca de 640 casos infectados, segundo o último balanço oficial, divulgado ontem (19), pelo Ministério da Saúde (MS).

    O senador Eduardo Braga (MDB) adotou um discurso voltado à responsabilidade e prevenção contra o contágio, além de mencionar o impacto dos setores produtivos atingidos pela pandemia.

    “O momento exige equilíbrio e responsabilidade. É importante que possamos frear ao máximo a transmissão do Covid-19 no país, garantindo os meios necessários para a proteção da saúde e redução dos impactos econômicos gerados pela pandemia. Portanto, o reconhecimento do estado de calamidade pública é uma medida fundamental, diante da inevitável elevação dos gastos para desenvolver uma estratégia eficaz de prevenção, monitoramento e tratamento dos casos da doença. A perspectiva de queda de arrecadação também deve ser avaliada. A necessidade de implementação de novas ações para estimular a economia e, assegurar apoio a setores produtivos mais atingidos pela pandemia”, publicou Braga.

    Já o deputado federal, José Ricardo (PT), defendeu a aplicação de medidas mais drásticas como considerar a liberação das emendas parlamentares para reforço da saúde. “Considero que o Brasil com a medida tomada, em relação a suas fronteiras, é a mais correta nesse momento, pois os países vizinhos, já tomaram a decisão de dificultar ou criar mecanismos de controle na entrada e saída do país, até mesmo proibindo, no objetivo único: ter controle da disseminação da pandemia. No momento, o Brasil ainda não adotou nenhuma medida mais drástica que, possa garantir a saúde da população. Estamos também preocupados com as medidas de liberação de recursos para enfrentamento do coronavírus, os quais têm sido muito reduzidos. Portanto, estou apresentando proposta para que emendas parlamentares sejam liberadas de forma imediata e urgente. Além de revogação da emenda constitucional 95, que limita os investimentos na área da saúde”, comentou no vídeo publicado.

    Em nível estadual, o deputado Josué Neto (sem partido), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), solicitou ontem (19), à presidência da República, Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e ao Governador do Amazonas restrições no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, tanto para pousos como decolagens de voos com procedência e destinos internacionais e nacionais, por conta da pandemia do novo Coronavírus (COVID-19).

    “Considerando a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), que classificou no dia 11 de março deste ano, o surto do novo Coronavírus como uma pandemia, e ainda que o primeiro caso diagnosticado em Manaus foi de uma pessoa que esteve recentemente no exterior, solicito o fechamento do aeroporto Eduardo Gomes para voos internacionais”, disse Josué Neto.


    Medidas já adotadas

    O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), anunciou situação de emergência na cidade e adotou medidas prioritárias de controle e prevenção da doença, como a antecipação da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas municipais, suspensão das atividades nas escolas municipais, além do decreto que propõe evitar a disseminação vírus suspendendo por 30 dias; treinamentos, cursos, reuniões ou eventos coletivos realizados pelos órgãos ou entidades da administração pública municipal que impliquem em aglomeração de mais de cem pessoas.

    O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), também decretou situação de emergência na saúde pública do Estado. O decreto, com vigência de 120 dias, determina medidas para fortalecer o trabalho de prevenção e controle Covid-19, como a suspensão por 15 dias de eventos promovidos pelo Governo, além de suspender a atracação de cruzeiros e embarcações de grande porte.

    O decreto prevê, ainda, a suspensão das aulas nas escolas da rede estadual de ensino nos 62 municípios do Amazonas, além do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI). 

    Na Câmara Municipal de Manaus (CMM) e Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), fecharam por tempo indeterminado as Casas, cancelando agendas internas e externas. O acesso interno será permito mediante memorando, a exemplo da Aleam, que só concederá acesso, após o chefe de gabinete ou diretor, protocolar virtualmente a solicitação com as devidas identificações, em seguida a Casa Militar autorizará o ingresso nas dependências da repartição pública.

    A CMM tem 41 vereadores, desses 15 são acima de 60 anos e, na Aleam, dos 24 deputados estaduais, 06, também compõem o grupo de risco, além de servidores que estão com imunidade baixa, em decorrência a recentes procedimentos cirúrgicos ou tem diabetes, entre outros. Para prevenir a saúde de todos os parlamentares e servidores, foi necessário encerrar os trabalhos legislativos