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    Notas de Contexto


    Medidas emergenciais podem salvar mais de 817 mil índios no Amazonas

    Os indígenas amazonenses, como afirma o parlamentar, são marcados por elevadas taxas de incidência de doenças respiratórias

    | Foto: divulgação

    Preocupado com a situação de 817,9 mil indígenas que habitam o Amazonas, vulneráveis a doenças respiratórias e perigosamente expostos à pandemia do novo coronavírus, o deputado Adjuto Afonso (PDT), propôs ao Governo do Estado a implementação de medidas emergenciais a fim de evitar a propagação da Covid-19 nas aldeias espalhadas pelo Estado.

    Com perfil epidemiológico diferente dos silvícolas de outras regiões, os indígenas amazonenses, como afirma o parlamentar, são marcados por elevadas taxas de incidência de doenças respiratórias em suas aldeias, “padecendo de resfriados, pneumonias, além de doenças diarreicas agudas e parasitoses”.

    Com a chegada do coronavírus, o quadro negativo poderá evoluir nos próximos dias, diz Adjuto ao propor que os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), localizados no Médio Rio Purus, Alto Rio Solimões, Alto Rio Negro, Vale do Javari, Baixo Amazonas e no Médio Rio Solimões, sejam contemplados imediatamente com cilindros de oxigênio, respiradores pulmonares, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), medicamentos, leitos e estruturas de enfermaria.

    Acordo com Acre

    Um acordo com o governo do Acre, na opinião de Adjuto Afonso, poderá reforçar os serviços de atendimento aos indígenas residentes no Alto Purus, especificamente em Pauini e Boca do Acre.

    O deputado também propõe assistência emergencial a 50 famílias indígenas da comunidade Betel Uka Anama, situada no ramal Água Cristalina, bairro do Puraquequara, Zona Leste de Manaus, que precisam de luvas, máscaras, álcool em gel e medicamentos essenciais para a Rede de Atenção Básica da localidade.

    Ameaça de genocídio

    Ao site de notícias Uol, a médica sanitarista Sofia Mendonça, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), adverte para a falta de alimentos e ausência de máscaras nas aldeias indígenas de todo o País que podem levar a um “genocídio”.

    “Há um risco incrível de o vírus se alastrar pelas comunidades e provocar um genocídio”, alerta a médica, coordenadora do Projeto Xingu da Unifesp.

    A sanitarista vê com grande preocupação um provável quadro de desabastecimento de muitas comunidades indígenas que compram alimentos em cidades e dependem de programas sociais como o Bolsa Família.

    Essas famílias são impedidas de ir às cidades por causa do contágio.

    Milhões aos municípios

    Segundo o deputado federal Átila Lins (Progressistas), já estão sendo empenhadas para serem pagas emendas individuais impositivas e parte de recursos referentes a emenda de bancada, de sua autoria, no valor de 15,5 milhões de reais.

    Os recursos já estão sendo liberados e vão beneficiar 30 municípios amazonenses afetados pelo coronavírus.

    Aglomerações da Caixa

    Desesperada com as gigantescas filas formadas em frente às suas agências na capital e em cidades do interior do Estado, a cúpula da Caixa Econômica lamenta que, apesar dos cuidados observados no atendimento dentro de suas unidades, os beneficiários do auxílio federal de R$ 600 continuem, infelizmente, a abusar das filas quilométricas.

    Preocupada principalmente com as pessoas do grupo de risco, acima de 60 anos, a Caixa diz que as aglomerações são desnecessárias, já que o auxílio alcançará todos os beneficiários.

    O pior é que os desobedientes, em sua maioria, resistem ao uso de máscaras, tornando-se alvos fáceis à contaminação por coronavírus.

    Reabertura de clínicas

    A reabertura dos consultórios, que devem ser incluídos na lista de serviços essenciais, virou bandeira do deputado estadual Fausto Jr. na Assembleia Legislativa.

    Proibidos de funcionar por causa da pandemia de coronavírus, os consultórios e clínicas médicas em Manaus e interior do Estado estão de portas fechadas desde o dia 13 de março.

    Fausto vai conversar com o governador Wilson Lima e com a secretária de Saúde, Simone Papaiz, para acabar com o fechamento.

    Conforme ele, muitos pacientes faziam tratamento médico em consultórios particulares, porém tiveram que interromper os cuidados à saúde por causa do decreto que suspendeu os serviços.

    Simone na Aleam

    A líder do Governo do Estado na Assembleia Legislativa, deputada Joana Darc (PL), animou os deputados oposicionistas Wilker Barreto e Dermilson Chagas ao confirmar o comparecimento da nova titular da Susam, Simone Papaiz, à Assembleia Legislativa para explicar sua estratégia de combate ao novo coronavírus.

    Entretanto, não há data marcada para a exposição da estratégia.

    Itacoatiara isolada

    Por e-mail e pelo aplicativo Whatsapp, vários itacoatiarenses criticaram o que qualificam de “estado de sítio” decretado pelo prefeito Antônio Peixoto para conter o coronavírus após 15 casos constatados.

    As medidas restritivas de Peixotinho praticamente proíbem o ir e vir entre Itacoatiara e a capital do Estado.

    “Ele isolou a nossa cidade, estamos vivendo um verdadeiro estado de sítio”, diz um internauta.

    Brasil dá cano na OMS

    Um dos principais financiadores da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil não destinou um centavo à entidade em 2019, e em 2020 ainda não manifestou vontade política para fazer qualquer desembolso.

    Até 31 de março a dívida era de R$ 169 milhões, conforme noticiou o blog da jornalista Jamil Chade da Uol.

    Respiradores baratos

    Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) criaram um modelo de respirador pulmonar de baixo custo que está chamando a atenção do País e pode começar a ser produzido em larga escala.

    Além da eficiência, o custo de fabricação de cada equipamento é da ordem de R$ 2 mil. Na atual agitação do mercado comum, um respirador custa entre R$ 50 mil e R$ 70 mil.

    Petrônio Filgueiras Filho, diretor presidente do Inova-PB, informa que a patente sobre os respiradores está aberta às empresas que se candidatarem a doar ou comercializar os equipamentos a preço de custo.

    Cão resgatado

    A deputada estadual Joana Darc (PL) resgatou o cachorro que teve o focinho e parte da boca decepados com um facão no município de Novo Aripuanã, no Vale do Rio Madeira.

    O animal, batizado de “Guerreiro”, foi trazido para a capital amazonense onde está recebendo tratamento médico veterinário adequado.

    Legado de Mandetta

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), homenageou o trabalho do agora ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro. “Ele deixou um grande legado”, disse Maia.

    Outros parlamentares, como Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), Marcelo Freixo (Psol-RJ) e Alessandro Molon (PSB-RJ) também destacaram o trabalho de Mandetta contra a pandemia do novo coronavírus.

    O parlamentar amazonense Marcelo Ramos (PL) escreveu nas redes sociais: “Demitir um ministro é parte da autoridade do presidente da República. Torço para que a ciência não tenha sido demitida junto com o ministro e sigamos lutando para preservar vidas”.