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    Pandemia Covid-19


    Prefeito de Manaus diz que ajuda não acompanha velocidade da Covid-19

    “O vírus corrói o pulmão com rapidez, porém a máquina burocrática não aprendeu a andar na mesma velocidade”, disse Arthur Neto, prefeito de Manaus

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    Prefeito de Manaus também criticou as falas de Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus
    Prefeito de Manaus também criticou as falas de Bolsonaro diante da pandemia do novo coronavírus | Foto: Divulgação/Secom

    MANAUS (AM) - O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, ao participar de videoconferência realizada pela comissão externa da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (23) para acompanhar as ações de combate ao coronavírus no país, falou sobre a situação da pandemia em Manaus. Virgílio disse que Manaus tem mais de 90% dos leitos de UTI disponibilizados para pacientes com o vírus ocupados e que a cidade  precisa de equipamentos, pessoal especializado e EPIs para aumentar o atendimento.

    Equipamentos

    Segundo o prefeito, o governo sinalizou a entrega de alguns equipamentos. Mas outros aparelhos de uso essencial, como tomógrafos, não foram recebidos. Esses aparelhos poderiam ajudar no direcionamento dos casos considerados mais graves. “O vírus corrói o pulmão com uma rapidez que, às vezes, a máquina burocrática não aprendeu a andar na mesma velocidade”, disse Virgílio. “Precisamos depressa, para evitar uma procura demasiada em cima da rede que está exaurida, 96% e 100% são quase sinônimos”, afirmou.

    Aglomerações e falas de Bolsonaro 

    Virgílio disse ainda que uma parcela das pessoas não está seguindo o isolamento social e falou em aglomerações em alguns pontos da cidade. Segundo o prefeito, diante da possibilidade de pico nos casos de coronavírus, o município não tem condições de reabrir as atividades econômicas.

    “Fazemos um esforço danado para conservar as pessoas em casa e essas aparições do presidente [Jair Bolsonaro] dizendo que não há perigo em ir para rua, elas desmobilizam. Nós entendemos que Manaus não tem a menor condição de abrir completamente para a atividade econômica, porque mais pessoas vão adoecer e procurar os hospitais que já estão lotados”, concluiu.

    Veja o vídeo produzido pela TV WEB EM TEMPO sobre os cemitérios de Manaus:

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