Interesses políticos


Pedido de impeachment de Wilson Lima pega mal no Planalto, diz Veja

Aliados do presidente da República avaliam que pedido de impeachment veio no momento errado e com interesses eleitorais por trás

O pedido foi acatado pela Aleam no dia 30 de abril
O pedido foi acatado pela Aleam no dia 30 de abril | Foto: divulgação

Manaus - O pedido de impeachment do governador Wilson Lima (PSC) e do vice-governador Carlos Almeida (PRTB) foi acatado pela Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), na última quinta-feira (30). Entretanto, de acordo com a coluna Radar da Revista Veja, o pedido foi mal visto no Palácio do Planalto.

Protocolado pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), o pedido foi recebido pelo presidente da ALE-AM, Josué Neto, mesmo partido do vice-governador do Amazonas, com a acusação de crime de responsabilidade. O Sindicato alega má gestão da saúde e improbidade administrativa, enquanto o governador permanece negando as acusações. 

Porém, em meio á pandemia do novo coronavírus, a informação foi mal recebida no Palácio do Planalto. A avaliação de assessores e aliados do presidente da República é que o impeachment de Wilson Lima veio no momento errado e sem crime de responsabilidade configurado, conforme informações apuradas pela Coluna Radar da revista Veja.

Há ainda a avaliação de que interesses eleitorais estão por trás do movimento politico. Josué Neto, presidente da Assembleia Legislativa e autor do pedido de impeachment, já manisfestou interesse em concorrer ao cargo de prefeito de Manaus nas eleições de 2020.

O pedido segue em análise pela Comissão de Constituição de Justiça, antes da instauração de comissão especial para elaboração de um relatório final da aprovação ou não do impeachment. Se o pedido for admitido, é necessário o voto positivo de 16 deputados estaduais da ALE-AM para o afastamento do governador e do vice.