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    CONTEXTO


    Associação cobra coerência do MPF sobre a pavimentação da BR-319

    Em julho de 2019, o MPF teria assinado carta com outras entidades pedindo a pavimentação ao Governo Federal

    Presidente da Associação dos Amigos Defensores da BR-319 criticou iniciativa do MPF
    Presidente da Associação dos Amigos Defensores da BR-319 criticou iniciativa do MPF | Foto: Divulgação

    O presidente da Associação dos Amigos e Defensores da BR-319 (AAD-BR-319), André Marsílio, criticou o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF-AM), que pediu à Justiça Federal a suspensão do edital de licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) para a pavimentação do chamado Lote C da BR-319, que liga Manaus a Porto Velho. Para Marsílio,  faltou coerência por parte do órgão federal.

    Segundo Marsílio, em julho de 2019, em evento ocorrido na Câmara Municipal do Careiro Castanho, o MPF, com outras entidades, assinou uma carta solicitando ao Governo Federal a pavimentação do lote, alegando que este já contava com o licenciamento ambiental exigido pela legislação.

    “O Lote C, que vai do quilômetro 177 ao 198, é pavimentado. Do 198 ao 250, não há nada, e é esse trecho, ou seja, 52 quilômetros, que o DNIT quer pavimentar e que deu essa confusão toda agora. O certo é que existem as licenças, as condicionantes, e a fauna e a flora não serão destruídas com a pavimentação desse trecho”, sustenta André, afirmando não entender o comportamento contraditório do MPF na questão.

    Arthur responde

    Em tom de desabafo, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), respondeu ontem a ataques de opositores ao fato de ter utilizado uma UTI aérea para viajar com destino ao hospital Sírio Libanês, em São Paulo, na última segunda-feira (6).

    Nas redes sociais, Arthur postou: “Não peguei um ‘jatinho particular’ e sim uma UTI aérea, pagas com minhas próprias reservas e não por governo nenhum. Imaginemos, juntos, se um portador com coronavírus como eu entrasse em um voo comercial, infectando todos a minha volta. Seria um gesto desrespeitoso de minha parte”.

    Na capital paulista, o prefeito se recupera bem de Covid-19.

    A cabeça de Salles

    Sob pressão do Ministério Público Federal (MPF), o ministro do Ministério do Meio Ambiente, Ricardo Salles, acusado de improbidade administrativa, dificilmente se sustentará no cargo.

    Além do MPF, é quase unanimidade a impopularidade do ministro entre os membros das bancadas de parlamentares federais do Norte do País.

    O deputado amazonense Marcelo Ramos (PL), por exemplo, disse, há duas semanas, à coluna, que somente a queda de Salles tornaria possível o retorno das doações financeiras de Noruega e Alemanha ao Fundo Amazônia.

    Impeachment bagunçado

    Para a deputada Alessandra Campêlo (MDB), a abertura do processo de impeachment contra o governador Wilson Lima e o seu vice, Carlos Almeida, começou bagunçado na Assembleia Legislativa e pode repetir o mesmo processo de óbices que acabaram judicializando a CPI da Saúde.

    A parlamentar reclama da forma como o presidente da Casa, deputado Josué Neto (PRTB), conduz a constituição da Comissão Processante.

    Recesso suspenso

    Por 14 votos a 7, a Assembleia Legislativa aprovou, na sua primeira sessão híbrida do ano, a suspensão do recesso parlamentar previsto para o período de 17 a 31 de julho.

    O ato contemplou proposituras de autoria dos deputados Belarmino Lins (Progressistas), Joana Darc (PL) e João Luiz (Republicanos), que desde o início de junho pregavam a suspensão das férias parlamentares.

    “A Aleam fez bem em cancelar o recesso, pois os deputados não podem ter folga com a pandemia do coronavírus ainda tirando o sono do povo do Amazonas”, disse Belarmino.

    Milhões ao interior

    Dos R$ 162.583.035,00 liberados pelo Governo Federal aos 62 municípios amazonenses para o combate ao coronavírus, Manaus ficará com R$ 21,63 milhões.

    Itacoatiara, que ainda luta contra o vírus, abocanhará R$ 7,61 milhões. Manacapuru receberá R$ 6,99 milhões; Parintins, R$ 6,43 milhões; Tefé, R$ 6,11 milhões; Coari, R$ 5,86 milhões, e Iranduba, R$ 5,25 milhões.

    Limpeza nos terminais

    O vereador Elissandro Bessa (Solidariedade) alerta para a necessidade de limpeza e desinfecção diária dos terminais de ônibus de Manaus.

    Ele também alerta sobre as aglomerações dentro dos ônibus e diz que o atual estágio de reabertura na capital já permite a normalização da frota dos coletivos, que opera pela metade.

    Nos horários de pico, as superlotações colocam em sério risco de contágio os usuários que chegam a se pendurar nas portas dos veículos, afirma o vereador.

    Mourão sob pressão

    Uma carta-manifesto, assinada por mais de 40 líderes empresariais nacionais e estrangeiros vinculados ao agronegócio, ao mercado financeiro e à indústria, manifestou ao presidente do Conselho da Amazônia Legal, vice-presidente Hamilton Mourão, grande preocupação com o desmatamento desenfreado na região amazônica.

    Conforme os líderes, os gastos governamentais com uma campanha propagandística antidesmatamento não mudarão a imagem negativa do país perante a opinião pública mundial.

    A carta foi encaminhada também aos presidentes do Supremo Tribunal Federal, José Antônio Dias Toffoli, da Câmara, Rodrigo Maia, do Senado, Davi Alcolumbre, e ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras.

    Compromisso

    No documento, que está sendo analisado pelo general Mourão, os empresários reafirmam compromisso com o desenvolvimento sustentável e listam os eixos de ação que consideram fundamentais.

    Na contramão do atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, eles defendem o combate “inflexível e abrangente” ao desmatamento ilegal na Amazônia e nos outros biomas brasileiros, bem como a inclusão das comunidades locais e a valorização da biodiversidade.

    Trilhões em ativos

    Há três semanas, carta assinada por 29 instituições financeiras que gerenciam US$ 3,7 trilhões em ativos alertou o governo brasileiro que ou contém o desmatamento ou enfrentará a dúvida de investidores sobre colocar recursos no Brasil.

    Agora já são 32 investidores com patrimônio alcançando US$ 4,5 trilhões.

    Internet péssima

    Com a pandemia do novo coronavírus, o serviço de telefonia móvel e internet ficou pior no interior do Estado. Ontem, o deputado Adjuto Afonso (PDT), por meio de requerimento, pediu que as operadoras Vivo e Claro S/A instalem novas torres no município de Canutama, na Calha do Purus, região Sul do Amazonas.

    No documento, o parlamentar ressalta que os últimos acontecimentos referentes às medidas sanitárias, devido à pandemia causada pela Covid 19, agravaram ainda mais a urgência de se achar uma solução para o problema.

    “Tornou-se imperativo que, para muitas situações, as formas presenciais de trabalho sejam substituídas pelo modelo remoto via telefonia móvel e internet, aumentando assim, sobremaneira as demandas desse serviço muito precariamente”, diz o deputado.

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