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    Arthur Virgílio


    'Nenhuma PECs da Reforma Tributária contempla o PIM’, diz Arthur

    Em discurso, o Prefeito de Manaus defendeu o desenvolvimento e a preservação do país, mas garantiu que a Reforma não beneficia a capital amazonense

    Para o prefeito, ainda haverá mais discussão sobre a reforma esperada há 30 anos
    Para o prefeito, ainda haverá mais discussão sobre a reforma esperada há 30 anos | Foto: Alex Pazuello

    Manaus- Durante o evento on-line “Reforma Tributária em Debate: Reforma na visão dos municípios’’, realizado pela Nação Consultoria Estratégica, em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) nesta quinta-feira, 24, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB) criticou as Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da Reforma Tributária que tramita no Congresso Nacional e defendeu o desenvolvimento e a preservação do país.

    “Já manifestei meu voto a favor do 'Simplifica Já', mas nenhuma das outras. Todos dizem querer a Amazônia preservada, mas torcem o nariz para a Zona Franca de Manaus, que mantém cerca de 96% da floresta em território amazonense em pé”, defendeu Virgílio, que tem conclamado prefeitos e governantes da região, inclusive deputados e senadores do Amazonas, para se posicionarem quanto aos efeitos nocivos da Reforma para o PIM.

    Para o prefeito de Manaus, ainda haverá muita discussão sobre Reforma Tributária que, segundo ele, é esperada há 30 anos. “Se o Brasil tivesse adotado a Reforma em módulos, proposta quando fui ministro, ainda no governo Fernando Henrique, hoje não estaríamos tão atrasados”, lembrou.

    “Olho para o Brasil atentamente, ao ponto de ter problema na vista de tanta preocupação. O país está envelhecendo sem enriquecer e imposto é uma coisa que eu não gostaria de ver. Nesse momento, volto a dizer: Não se pode discutir desenvolvimento sem falar de Amazônia”, concluiu.

    Críticas ao presidente

    Principal opositor do governo Bolsonaro, quando o assunto é preservação da Amazônia, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, disse que para se discutir Reforma Tributária “uma coisa precisa ser esclarecida: Bolsonaro é candidato a reeleição? Se é, acaba qualquer perspectiva de crescimento econômico sustentável para este país”, disparou Virgílio.

    E também criticou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a quem já chamou de “estorvo”. “Não se pode levar a sério uma pessoa que investe 1% do seu orçamento para preservação da Amazônia”, alfinetou.

    Arthur comparou o presidente Jair Bolsonaro ao ex-presidente Delfim Moreira. “Bolsonaro cuida de dar recado diários, enquanto parte de seu governo tenta governar, como ministro Guedes”, afirmou. “Interessa ao Congresso, muitas vezes, fazer dele um menor de idade, e ele é mesmo. Quanto ao ministro Guedes, sempre acaba cedendo em tudo”, lamentou.

    Para o prefeito de Manaus, é preciso equilibrar fiscalmente o país e respeitar o teto de gastos.

    *Com informações da assessoria

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