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    Covid-19


    Bolsonaro quer desobrigar uso de máscara mesmo com vacinação lenta

    Presidente chamou a máscara de "símbolo" e disse que ela "tem sua utilidade para quem está infectado"

     

    A declaração foi dada durante evento no Palácio do Planalto
    A declaração foi dada durante evento no Palácio do Planalto | Foto: Divulgação

    O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, nesta quinta-feira (10) que o Ministério da Saúde trabalha em um parecer para desobrigar o uso de máscaras por pessoas vacinadas ou que tenham se recuperado da covid-19. A declaração foi dada durante evento no Palácio do Planalto.

    "Acabei de conversar com um tal de Queiroga, não sei se vocês sabem quem é, nosso ministro da Saúde, e ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados", disse o presidente.

    Em seguida, Bolsonaro chamou a máscara de "símbolo" e disse que ela "tem sua utilidade para quem está infectado".

     "Se bem que, para nós, o nosso protocolo para quem está infectado, esse sim é fica em casa. Não aquele fica em casa todo mundo. A quarentena é para quem está infectado. Não é para todo mundo, porque isso destrói empregos, mata de outra forma o cidadão, mata de fome, de depressão, aumenta a violência em casa, aumenta o abuso contra criança", afirmou, mais uma vez fazendo críticas às medidas de isolamento.

    Autoridades internacionais de saúde ressaltam que, mesmo quem já está vacinado pode transmitir a Covid-19. Sobre os recuperados, não há garantias de que os anticorpos adquiridos sejam permanentes ou suficientes para impedir uma nova infecção. A ciência já identificou casos de reinfecção, sobretudo após o surgimento de novas variantes.

    Nos Estados Unidos, o uso de máscara foi desobrigado para vacinados em locais abertos. Contudo, por lá, 51,45% da população já foi imunizada - segundo o site Our World in Data -, enquanto no Brasil, o número é de 25,09% de vacinados com uma dose - que ainda não garante a imunização - e apenas 11,15% com duas doses.

    Em vídeo, o ministro Marcelo Queiroga disse ter recebido um pedido de Bolsonaro para fazer um estudo sobre o uso do equipamento de proteção.

    "O presidente acompanha o cenário internacional e vê que em outros países onde a campanha de vacinação já avançou, as pessoas já estão flexibilizando o uso das máscaras", relatou. 

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