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    CPI da Pandemia


    Omar Aziz rebate nota das Forças Armadas e nega generalização

    Na ocasião, Aziz havia dito que existe um “lado podre” das Forças Armadas envolvidos com “falcatruas” dentro do governo

     

    A repercussão do fato se deu após determinação da prisão de Roberto Dias, ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde.
    A repercussão do fato se deu após determinação da prisão de Roberto Dias, ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. | Foto: Divulgação


    Brasília - Após nota oficial do Ministério da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas criticando o senador Omar Aziz (PSD-AM) por declarações feitas durante a reunião da CPI, nesta quarta-feira (7), o presidente da comissão tornou a afirmar seu respeito às autoridades militares, enfatizando sua crítica apenas aos profissionais envolvidos em corrupção.

      Na ocasião, Aziz havia dito que existe um “lado podre” das Forças Armadas envolvidos com “falcatruas” dentro do governo. Ele fazia referência às denúncias de cobrança de propina por militares do Ministério da Saúde na compra de vacinas. Por meio das redes sociais, o presidente da CPI demonstrou indignação com a falha de comunicação e desproporcionalidade do documento.  

    "Estão tentando distorcer minha fala e me intimidar. Não aceitarei! Não ataquei os militares brasileiros. Disse que a parte boa do Exército deve estar envergonhada com a pequena banda podre que mancha a história das forças armadas. Mais uma vez esse grupo se apega a fakenews para distorcer os fatos e criar sua narrativa. Mas a verdade sempre aparece", rebateu, nesta quinta-feira (8).

    O documento foi direcionado a Aziz logo após os trabalhos da CPI. Nele, as autoridades argumentaram que o parlamentar "desrespeitou" e "generalizou" a corrupção dentro das Forças Armadas. No mesmo dia,  Omar destacou em Plenário que sua fala foi pontual.

    Prisão deflagrada

    A repercussão do fato se deu após determinação da prisão de Roberto Dias, ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde. O depoente foi convocado pela manhã de quarta-feira (7) a dar explicações sobre as acusações de que teria pedido propina de US$ 1 por dose de vacina contra a Covid-19 em negociações. 

    Durante todo o depoimento, Dias negou as acusações. Na ocasião, Aziz alegou que o e-diretor mentiu ao colegiado em resposta sobre as denúncias e, na ocasião, afirmou não aceitar que a CPI "vire chacota".

    "

    É minha obrigação. Não aceito que a CPI vire chacota. Temos mais de 527 mil mortos nesta pandemia. E gente fazendo negociata com vacina. A Comissão busca fazer justiça pelo Brasil. Não vamos ouvir historinha de servidor que pediu propina. E quem vier depor achando que pode brincar, terá o mesmo destino "

    , alegou, pouco antes de decretar a prisão do depoente.

     

    A sessão foi encerrada após o pedido do presidente da Comissão. Logo em seguida, senadores da base do governo pediram que o presidente do Senado, Roberto Pacheco, determinasse à Polícia Legislativa que não cumprisse a ordem. Para o líder do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), a CPI tem agido para “coagir” depoentes. O senador Marcos Rogério (DEM-RO), por sua vez, classificou a prisão como um “abuso de autoridade” por parte de Omar Aziz.

    O presidente da CPI defendeu a decisão, reafirmando, novamente, que Roberto Dias mentiu à CPI ao negar ter participado de negociações por vacinas com uma empresa que se apresentava como intermediária do laboratório AstraZeneca. 

      Nesta quarta-feira (7), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou que tem confiança nas decisões da CPI da Pandemia e não declarou a nulidade da prisão de Dias. Mais cedo, por outro lado, Pacheco havia dito que atos praticados pela CPI durante a ordem do dia do Plenário estariam sob pena de nulidade, porque nenhuma comissão pode funcionar ao mesmo tempo que as sessões deliberativas da Casa.  

    *Com informações da Agência Senado

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