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    Caso Adail


    Robson Tiradentes critica possível absolvição de Adail Pinheiro

    No dia 8 de setembro, o Tribunal de Justiça do Amazonas decide se anula a condenação do ex-prefeito Adail Pinheiro por pedofilia

     

     

    Robson Tiradentes já declarou pré-candidatura às próximas eleições para a Prefeitura de Coari
    Robson Tiradentes já declarou pré-candidatura às próximas eleições para a Prefeitura de Coari | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Nesta semana, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) divulgou que o processo de revisão criminal da condenação do ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, está marcado para o dia 8 de setembro. A repercussão de uma possível reversão em caso de pedofilia revoltou a oposição, liderada por Robson Tiradentes (PSC), no município que fica a 363 km de Manaus. 

    Em maio deste ano, o ex-prefeito de Coari requereu que o TJ-AM invalidasse sua condenação proferida em novembro de 2014, que dispõe sobre crime de favorecimento à prostituição infantil e exploração sexual de crianças e adolescentes. Para Robson Tiradentes, que já declarou pré-candidatura às próximas eleições para a Prefeitura, a possibilidade é um "absurdo". 

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    Confio na Justiça do Amazonas, e acredito que dirão um não a esse pedido teratológico, absurdo. O ex-prefeito Adail, diante de todas as provas existentes, após ser condenado por explorar sexualmente crianças, agora busca a canonização "

    , disse o político.

     

    A principal fundamentação da defesa de Adail Pinheiro em prol da anulação da sentença é a suposta imparcialidade do desembargador Rafael Romano, na época relator do processo. Em 2020, após denúncia, o ex-desembargador foi condenado a 47 anos de prisão pelo crime de abuso sexual contra a própria neta. 

    "Por amor à argumentação, o ex-desembargador Romano deve ter cometido todos os ‘atropelos’ processuais indicados nas linhas passadas, dentre elas condenar o requerente sem apontar precisamente uma vítima sequer, quiçá para buscar colocar uma ‘cortina de fumaça’ em provável crime que, à época, estaria praticando contra sua neta”, dissertou o advogado de Adail Pinheiro, Fabrício de Melo Parente

    Eleições suplementares

    Líder da Coligação Ficha Limpa em Coari, Robson Tiradentes ficou em segundo lugar no pleito de 2020, com 8.754 votos, e terá nova chance de conseguir o cargo em breve. Isso porque o mandato de Adail Filho foi cassado pela Justiça e o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) ordenou a realização de eleições suplementares. 

    "O que o povo de Coari precisa é de dignidade. A população do município não merece ser submetida a mais este ato vergonhoso protagonizado por este grupo", finalizou Tiradentes.

    O principal motivo pela cassação do mandato de Adail Filho, eleito com  21.716 votos no último pleito, segundo o TRE-AM, é o fato da cidade ser administrada pela terceira vez consecutiva por membros do mesmo núcleo familiar, o que é proibido pela Constituição Federal. A especialista em direito eleitoral Maria Benigno explica o cenário em Coari. 

    "

    A defesa de Adail Filho alega que houve a interrupção dessa hegemonia com a cassação e afastamento do pai no segundo mandato dele, quando o TSE reconheceu que ele era inelegível e determinou a cassação de seu registro e o segundo colocado na eleição de 2012 assumiu até o fim do mandato. O TRE afirmou que esse fato não elide o exercício do mandato e do poder "

    , disse.

     

    As eleições suplementares em Coari ainda não possuem data confirmada, porém, conforme a especialista, o pleito deve ser realizado de maneira quase igual ao seu formato original. 

    "As eleições suplementares ocorrem tal e qual uma eleição normal, contudo alguns prazos são reduzidos, como prazo de campanha, prazo de registro, prazo para impugnação das candidaturas e outros. Porém, todas as etapas são idênticas e todas as exigências validas para uma eleição normal valem para uma suplementar", completou. 

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