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    Desvio de verba


    "Perseguição", diz prefeito de S.G. da Cachoeira sobre investigação

    Alvo da "Operação Insignare", da Polícia Federal, Clóvis Saldanha é investigado por desvio de verbas públicas da Educação e fraudes licitatórias

     

     

    Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do prefeito de S.G da Cachoeira, Clóvis Saldanha (PT), em busca de informações referentes a suposto desvio de verba federal na construção das escolas do rio Tiquié, realizadas em 2017
    Os policiais cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do prefeito de S.G da Cachoeira, Clóvis Saldanha (PT), em busca de informações referentes a suposto desvio de verba federal na construção das escolas do rio Tiquié, realizadas em 2017 | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) -  A Polícia Federal (PF), em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU),  iniciou nesta quinta-feira (26) o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência do prefeito de São Gabriel da Cachoeira, Clóvis Saldanha (PT), conhecido como popularmente como "Curubão". A diligência faz parte da "Operação Insignare", a respeito de possível desvio de verba federal na Educação.

    A prefeitura, que ainda é investigada por outras duas supostas fraudes em licitações de material esportivo e combustíveis, afirmou "perseguição política". A mais recente diligência até a casa do prefeito busca indícios de envolvimento de "Curubão" em suposto esquema de desvio de recursos públicos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), de escolas no Rio Tiquié.

    As verificações dos processos licitatórios foram iniciadas a partir de denúncia informando que, em 2017, o prefeito de São Gabriel da Cachoeira (AM) pagou antecipadamente mais de R$ 1 milhão para obras que não foram concluídas. Em nota, a Prefeitura rechaçou a informação de que as escolas não tenham sido construídas, muito menos que existam "quaisquer motivos para investigação ao prefeito do município".

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    Estiveram presentes na sede da Prefeitura, bem como, na residência do Prefeito, em cumprimento a mandados de busca e apreensão oriundo de decisão judicial de 2019. A diligência teve por objetivo buscar informações referente a construção das Escolas do Rio Tiquié, realizadas em 2017. Ao povo de São Gabriel, é importante esclarecer que todas as escolas foram construídas e entregues, não havendo nenhuma pendência relacionada ao referido processo investigatório "

    , apontou o documento.

     

    O Chefe de Gabinete da Prefeitura do município, Valmir Delgado, também defendeu a gestão municipal.

    "Trata-se de uma denúncia de 2018, que já havíamos esclarecidos os fatos. A denúncia se deu por mera perseguição política", disse em contato com a reportagem. 

    No entanto, a CGU observou que processos licitatórios tiveram como objeto a reforma e ampliação das cinco escolas relatadas na denúncia, além de que, em apenas 16 dias após a publicação dos extratos de contrato, já foram emitidas notas fiscais, no exato mesmo dia, num montante de R$ 1.687.991,42, discriminando as obras realizadas - o que não se mostra crível pelo prazo da construção.

    Histórico de investigações

     

    A sede da prefeitura no município também recebeu agentes da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (26)
    A sede da prefeitura no município também recebeu agentes da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (26) | Foto: Divulgação

      O prefeito de São Gabriel da Cachoeira também conta com outras polêmicas em sua gestão. Ainda neste mês, o Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de São Gabriel da Cachoeira, instaurou inquérito para apurar suposta licitação fraudulenta contra o Presidente da Comissão Municipal de Licitação, Ariton Lopes Nogueira, e o Prefeito, Clóvis Saldanha.  

    Segundo o MPAM, a prefeitura abriu pregão presencial para adquirir material esportivo, mas mudou o objeto original da licitação para cesta básica quando ocorreu anúncio da empresa vencedora. 

    Ainda em julho, o MPAM já havia aberto inquérito para investigar o prefeito do município, o empresário Caio Machado - sócio administrador da CV Comércios e Combustíveis -, e Ariton Lopes também por suspeita de fraude licitatória em compra de combustíveis para São Gabriel da Cachoeira. No momento, as apurações ainda são realizadas. 

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