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    Energia


    "Se esgotou o diálogo", diz Sinésio Campos sobre CPI da AM Energia

    O deputado estadual é presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que realizará averiguação dos serviços prestados pela empresa pública

     

     

    O deputado citou que a empresa de energia desrespeitou a lei vigente durante a pandemia ao cortar o serviço em moradias do Estado
    O deputado citou que a empresa de energia desrespeitou a lei vigente durante a pandemia ao cortar o serviço em moradias do Estado | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Após autorizar a instauração de Comissão Parlamentar Investigativa (CPI) no âmbito da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), o presidente da Casa, Roberto Cidade (PV) definiu os nomes que integrarão a CPI, nesta quinta-feira (2). O deputado estadual Sinésio Campos (PT) foi escolhido para presidir os trabalhos, enquanto Carlos Bessa (PV) será o relator. Os demais integrantes são os deputados Cabo Maciel (PL), Dermilson Chagas (sem partido) e Fausto Jr (PRTB). 

    Em contato exclusivo com a reportagem do EM TEMPO, o autor do pedido e presidente da CPI elencou os principais pontos de investigação que a Aleam pretende investir durante os 120 dias previstos para as averiguações. O documento contou com apoio de apenas nove parlamentares amazonenses. 

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    Nossa principal preocupação é que a luz esteja na casa de todos e que os serviços da empresa estejam sendo feitos com qualidade. A privatização da Amazonas Energia também será averiguada de maneira minuciosa, em todos os aspectos. A não observância das leis que impediam o corte de luz durante a pandemia também é um fator que iremos investigar, além dos apagões que crescem no interior e na capital "

    , declarou.

     

    Nesta terça-feira (31), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária devido à baixa histórica nos reservatórios d'água. Além disso, Sinésio Campos rechaça a justificativa de que a escassez hídrica tem grande influência nas tarifas de energia praticadas pela Amazonas Energia. 

    "Antes dessa crise, nós aprovamos lei que impedia o corte de energia durante o período de pandemia. O que nós vemos em vários bairros da cidade não condiz com a lei vigente. Nada justifica o aumento dessas tarifas", apontou. 

    Ele também completa sua declaração afirmando que a postura da Amazonas Energia nunca foi colaborativa com os requerimentos da Aleam - que observava os descumprimentos de serviços obrigatórios e solicitava explanações. Segundo o deputado, a relação desgastada entre ambas as partes chegou ao limite. 

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    Nós convocamos a empresa para várias audiências públicas para apresentação de um planejamento, mas nunca tínhamos retorno. Eu comparo a CPI com uma greve, é o último recurso que a gente tem quando se esgota o diálogo. Hoje, essa empresa é campeã de reclamações e denúncias da população. A empresa sempre negou [colaborar] "

    , completou.

     

    De acordo com Sinésio, a Amazonas Energia é responsável pela distribuição de energia elétrica para atendimento em 73 agências e 29 subagências totalizando 102 localidades em 61 municípios. Outro membro da CPI, o deputado Dermilson Chagas também demonstrou-se profundamente decepcionado com as condições dos serviços apresentados pela empresa. 

    “Vamos nos basear em fatos, na realidade, pela demanda que vem da sociedade. É um desrespeito à lei do consumidor, vamos investigar porque a Amazonas Energia não cumpre esse regimento. A população não está aguentando, não atende as demandas da sociedade, é um desrespeito dia e noite com os amazonenses", disse. 

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