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    7 de setembro


    "Sem planejamento", diz Menezes sobre manifestações na Ponta Negra

    Organizado pelo empresário Romero Reis, o ato pró-Bolsonaro contou com cenas de violência à imprensa e falta de planejamento logístico

     

     

    Líderes da manifestação no Centro de Manaus, Coronel Menezes e Sérgio Kruke criticaram a organização do ato na Ponta Negra
    Líderes da manifestação no Centro de Manaus, Coronel Menezes e Sérgio Kruke criticaram a organização do ato na Ponta Negra | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Após os atos a favor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no último dia 7 de setembro, o clima de tensão envolvendo figuras emblemáticas da direita no Amazonas ganhou ainda mais força. Organizador da manifestação no Centro da capital manauara (zona Sul), o ex-candidato à Prefeitura de Manaus, Coronel Menezes, considerou que "não houve planejamento" no evento liderado pelo empresário Romero Reis, na Ponta Negra (zona Oeste). 

    Iniciado às 15h, o evento no bairro nobre contou com a presença de aproximadamente 30 mil pessoas, conforme divulgado pela Polícia Militar. No entanto, o ato foi marcado por manifestantes realizando descarte indevido de lixo na orla da Ponta Negra, trânsito caótico e ataques à liberdade de imprensa. 

    Na ocasião, equipes de reportagem, incluindo integrantes do portal EM TEMPO, foram hostilizados por apoiadores enquanto realizavam a cobertura dos atos pró-governo na orla da Ponta Negra. Além de impedir o exercício da liberdade de imprensa, os manifestantes que pregavam a defesa dos direitos constitucionais ofenderam e ameaçaram os profissionais de comunicação. Questionado sobre o assunto, Coronel Menezes lamentou os episódios. 

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    Não se faz evento assim, tem que haver preocupação de mínimos detalhes. Nós deixamos claro no convite que fizemos a vários veículos de imprensa que o evento era de caráter familiar. Quem esteve lá pôde perceber. Na Ponta Negra, nós recebemos imagens de agressão a jornalistas, e isso causa um desconforto muito grande. Uma tônica minha, justamente quando eu convidei a imprensa, era de mostrar a organização do nosso ato "

    , declarou.

     

    Palanque político

    O evento na Ponta Negra contou com a presença de diversas figuras políticas como o deputados federais Capitão Alberto Neto (Republicanos), Delegado Pablo (PSL) e vereador Capitão Carpê Andrade (Republicanos). Para o líder do Movimento Conservador do Amazonas, Sérgio Kruke, as motivações políticas do grupo ficaram "nítidas". 

    "

    Havia ali apenas o compromisso de criar mídia para os políticos idealizadores do evento, e ficou nítido isso para a população que foi para a Ponta Negra. Infelizmente, os políticos que realizaram o ato o fizeram porque não tem espaço entre nós, não passam credibilidade à população e, principalmente, não lutam nossas lutas. Não se vê um deles 'bater de frente' com o sistema, apenas fazem mídia de apoio ao presidente "

    , comentou.

     

    Organização

    De forma ordeira, os manifestantes do Centro marcharam da Praça do Congresso até o Largo São Sebastião, sem maiores transtornos no tráfego de veículos ou quaisquer situações de violência. No entanto, na Ponta Negra, o trânsito 'congelou' na maior extensão do bairro. Para Menezes, os pontos de acessibilidade e segurança foram primordiais do ato no Centro. 

    "Nós fizemos um planejamento, vários briefings aprofundados e testes para que tudo ocorresse da melhor maneira. Nem sempre sai tudo 100% como a gente quer, mas eu diria que saiu de 85% a 90%. Uma das nossas maiores preocupações sempre foi a segurança, e vocês viram o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e Polícia Militar (PM) muito atuantes no local", afirmou. 

      Segundo Sérgio Kruke, a organização do ato no Centro reuniu cerca de 30 mil pessoas durante toda a extensão da Avenida Eduardo Ribeiro, com ordem "exemplar". Ele, em nome do Movimento Conservador do Amazonas, prestou seu apoio aos profissionais de imprensa ameaçados na manifestação da Ponta Negra.  

    "Soube das agressões às equipes que estiveram no evento da Ponta Negra. Nós não compactuamos com essas atitudes, longe daqueles políticos e os de comissionados deles. Contem com a nossa solidariedade da direção do Movimento Conservador Amazonas e de todos os integrantes", declarou.

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